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		<title>Projectos científicos portugueses recebem prémios da Gulbenkian</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 07:42:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[A Fundação Calouste Gulbenkian atribui na semana passada dois prémios no valor de 50 mil euros a projectos científicos portugueses.António Salgado lidera um dos projectos. O investigador, doutorado em 2005 em Biologia, na Universidade do Minho, trabalha com células estaminais do cordão umbilical. No futuro, esta área pode ter “aplicação ao nível da regeneração do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Calouste Gulbenkian atribui na semana passada dois prémios no valor de 50 mil euros a projectos científicos portugueses.<span id="more-1325"></span>António Salgado lidera um dos projectos. O investigador, doutorado em 2005 em Biologia, na Universidade do Minho, trabalha com células estaminais do cordão umbilical. No futuro, esta área pode ter “aplicação ao nível da regeneração do sistema nervoso central”, segundo um comunicado da Gulbenkian.</p>
<p>O outro prémio vai para o Porto, para Filipe Monteiro, que investiga a regeneração dos neurónios na medula espinal e os circuitos da dor. Este projecto pertence a uma área científica “onde a investigação tem tido poucos desenvolvimentos nos últimos anos”, diz o mesmo comunicado. O investigador terminou o doutoramento em Biomedicina, em 2006, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</p>
<p>Os prémios são no âmbito do programa de Apoio à Investigação na Fronteira das Ciências da Vida, que existe desde 2006 e se dirige a investigadores doutorados portugueses ou que vivam em Portugal, com menos de 30 anos. O prémio apoia investigação que crie ou aumente o conhecimento científico de base.</p>
<p>Fonte / Escrito por: Público</p>
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		<title>Dinamizadores do projecto de protecção do priolo querem continuar trabalho além de 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 07:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O projecto de protecção do priolo, ave ameaçada que apenas existe numa zona da ilha de São Miguel, termina em Setembro, mas os seus impulsionadores pretendem continuar o trabalho de conservação de uma espécie estimada em 400 exemplares. &#8220;Foi feita uma nova candidatura ao projecto LIFE, que permitirá a protecção do priolo e de outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O projecto de protecção do priolo, ave ameaçada que apenas existe numa zona da ilha de São Miguel, termina em Setembro, mas os seus impulsionadores pretendem continuar o trabalho de conservação de uma espécie estimada em 400 exemplares. <span id="more-1324"></span>&#8220;Foi feita uma nova candidatura ao projecto LIFE, que permitirá a protecção do priolo e de outros habitats&#8221;, disse à agência Lusa Joaquim Teodósio, o coordenador do programa de conservação daquela ave, que arrancou no final de 2003.</p>
<p>Com um peso médio de 30 gramas e cerca de 16 centímetros de comprimento, o priolo foi considerado durante muitos anos como uma praga dos laranjais e a crescente destruição do seu habitat natural &#8211; a floresta de Laurissilva &#8211; conduziu-o à classificação de espécie ameaçada.</p>
<p>Em todo o mundo, esta ave apenas pode ser vista numa pequena área da ilha de São Miguel, nomeadamente na Serra da Tronqueira e Pico da Vara.</p>
<p>No âmbito da 4ª edição das Jornadas sobre Conservação do Priolo, iniciativa da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) em conjunto com a Escola Profissional da Povoação, Joaquim Teodósio adiantou à Lusa que um dos indicadores do projecto evidencia &#8220;a recuperação daquela ave&#8221;, que se estima rondar actualmente os 400 exemplares.</p>
<p>&#8220;Nos últimos dois anos verificou-se um aumento no número de priolos observados em São Miguel&#8221;, frisou o coordenador do projecto, embora sem precisar o acréscimo.</p>
<p>O projecto LIFE Priolo engloba quatro grandes áreas de actuação, que passam pela monitorização da espécie, sensibilização e educação ambiental das populações, criação de legislação específica e reflorestação de uma parcela do habitat natural com plantas endémicas.</p>
<p>&#8220;Com um orçamento de 2,8 milhões de euros, o projecto tem tido um impacto muito significativo na economia local e regional, chegando a empregar 30 pessoas dos concelhos do Nordeste e Povoação&#8221;, lembrou o coordenador, acrescentando tratar-se de um programa com apoios comunitários e regionais.</p>
<p>De acordo com a SPEA, encarregue de levar a cabo o projecto, já foram investidos mais de um milhão e meio de euros para aquisição directa de bens ou serviços em empresas locais.</p>
<p>Joaquim Teodósio adiantou ainda que ao longo do projecto foi possível &#8220;alargar&#8221; a área classificada como zona de Protecção Especial para o Priolo, &#8220;de 2.000 para 6.000 hectares&#8221;, de modo &#8220;a proteger toda a zona de distribuição da ave no mundo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Foram retiradas todas as plantas que ponham em causa a floresta de Laurissilva, e plantadas mais 150 mil espécies endémicas produzidas em viveiros&#8221;, indicou.</p>
<p>Além da SPEA, que faz parte da organização mundial BirdLife Internacional, o projecto LIFE Priolo inclui as direcções regionais do Ambiente e Recursos Florestais, Câmara Municipal do Nordeste, Universidade dos Açores e a Royal Society for the Protection of Birds.</p>
<p>Fonte / Escrito por: Lusa, Público</p>
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		<title>Químicos de detergentes podem estar ligados à infertilidade humana</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 07:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Compostos químicos presentes em detergentes e lançados em zonas costeiras através dos esgotos estão a provocar alterações hormonais em amêijoas brancas que podem estar relacionados com problemas de infertilidade de quem as consome, diz uma especialista da Universidade do Algarve.O fenómeno foi detectado pela primeira vez em Portugal no rio Guadiana por uma equipa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Compostos químicos presentes em detergentes e lançados em zonas costeiras através dos esgotos estão a provocar alterações hormonais em amêijoas brancas que podem estar relacionados com problemas de infertilidade de quem as consome, diz uma especialista da Universidade do Algarve.<span id="more-1323"></span>O fenómeno foi detectado pela primeira vez em Portugal no rio Guadiana por uma equipa de investigadores do Grupo de Ecotoxicologia e Química Ambiental do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve (UAlg).</p>
<p>A alteração sexual em búzios &#8211; que provoca que fêmeas se tornem machos -, já era conhecida, mas a alteração inversa na amêijoa branca (ou lambujinha) é um fenómeno mais recente, disse uma especialista.</p>
<p>Segundo Maria João Bebiano, coordenadora daquele grupo, alguns compostos de detergentes ou medicamentos lançados no ambiente através dos esgotos estão a alterar o funcionamento normal do sistema endócrino das amêijoas brancas.</p>
<p>O fenómeno dá pelo nome de &#8220;intersex&#8221; e consiste na existência simultânea de características femininas e masculinas no mesmo organismo, sendo que a tendência é que as amêijoas &#8220;macho&#8221; se tornem em fêmeas, explica a investigadora.</p>
<p>Estas alterações podem não só implicar falhas reprodutivas e consequentes rupturas nos &#8220;stocks&#8221; de amêijoas brancas como afectar o funcionamento hormonal das pessoas que as ingerem, diz a especialista.</p>
<p>Embora tenha menos valor comercial e seja menos consumida do que a amêijoa preta, a branca acumula componentes químicos que podem estar relacionados com alguns problemas de infertilidade ou diminuição de esperma em humanos, segundo Maria João Bebiano.</p>
<p>Isto porque os efluentes, apesar de parcialmente tratados, mantêm uma carga tóxica, o que podia ser atenuado se as Estações de Tratamento de Águas Residuais (Etar) estivessem preparadas para tratar esses compostos.</p>
<p>&#8220;As Etar não se adaptaram tecnologicamente ao que é lançado no ambiente e não tratam derivados de detergentes ou medicamentos rejeitados pelas pessoas, o que faz com que se produza um &#8216;cocktail&#8217;&#8221;, observa a investigadora.</p>
<p>Depois do fenómeno ter sido detectado no rio Guadiana, uma equipa de dez investigadores do CIMA está agora a fazer levantamentos noutros locais do Algarve, nomeadamente na Ria Formosa, nas zonas de Tavira e Faro.</p>
<p>O fenómeno também ocorre nos búzios, à escala mundial, mas é causado pelos compostos químicos presentes nas tintas utilizadas nos cascos dos barcos e que servem para evitar a fixação de alguns organismos.</p>
<p>&#8220;Basta uma pequena concentração de químicos para provocar isto, o equivalente a duas chávenas de chá numa piscina olímpica&#8221;, exemplifica a investigadora, salientando que o fenómeno é quase tão perigoso como as alterações climáticas.</p>
<p>Segundo Maria João Bebiano, deveria haver um controlo mais rigoroso dos compostos químicos expelidos nos efluentes ou a tentativa de encontrar no mercado produtos alternativos aos detergentes comuns.</p>
<p>A equipa do CIMA que está a estudar o fenómeno vai começar a recolher amostras de amêijoas e a analisá-las em laboratório com a finalidade de verificar se estão a ocorrer mudanças de sexo, esperando-se que haja resultados em Setembro.<br />
Fonte / Escrito por: Lusa, Público</p>
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		<title>Cientista portuguesa recebe prémio europeu por estudo sobre a malária</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 08:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Cristina Rodrigues recebe na próxima sexta-feira, em Paris, o prémio europeu “Era-NET PathoGenoMics PhD Award” pelo seu doutoramento em Biologia Celular. A malária foi o foco de estudo da investigadora que identificou os factores do hospedeiro que são importantes para o parasita infectar as células do fígado.
A cientista vai receber o prémio na conferência “Genomes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cristina Rodrigues recebe na próxima sexta-feira, em Paris, o prémio europeu “Era-NET PathoGenoMics PhD Award” pelo seu doutoramento em Biologia Celular. <span id="more-1321"></span>A malária foi o foco de estudo da investigadora que identificou os factores do hospedeiro que são importantes para o parasita infectar as células do fígado.</p>
<p>A cientista vai receber o prémio na conferência “Genomes 2008”, onde vai poder apresentar o trabalho que tem vindo a desenvolver na Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina de Lisboa.</p>
<p>Segundo a bióloga, conhecer as interacções que existem entre o parasita e o hospedeiro é muito importante para o “desenvolvimento de abordagens profilácticas e o tratamento da doença através do bloqueio de factores que o parasita necessita para infectar”. A investigação foi orientada por Maria Manuela Mota, do IMM e por Graça Vieira, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.</p>
<p>“Este prémio é muito importante para mim porque reflecte a apreciação do trabalho que realizámos, pela comunidade científica internacional&#8221;, explica Cristina Rodrigues. O prémio, no valor de dois mil euros é atribuído por um júri de três cientistas de topo na área dos microrganismos patogénicos. Anualmente, distingue as três melhores teses de doutoramento europeias.</p>
<p>A &#8220;Genomes 2008&#8243; é organizada por investigadores de institutos europeus e decorre no Instituto Pasteur, em Paris. Na conferência, participam cientistas de todo o mundo que se dedicam ao estudo de microrganismos patogénicos.</p>
<p>Fonte / Escrito por: Lusa, Público</p>
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		<title>Cientista portuguesa descobre papel de um gene na regulação celular com implicações no cancro</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 08:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Genética & Biologia Molecular]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma investigadora portuguesa que está a doutorar-se nos Estados Unidos descobriu que um gene chamado Diáfano (ou Dia) tem uma importante função reguladora na formação dos tecidos e poderá desempenhar um papel no cancro.Num estudo publicado na última edição da revista científica norte-americana “Development”, Catarina Homem e Mark Peifer, seu orientador de doutoramento, mostram que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma investigadora portuguesa que está a doutorar-se nos Estados Unidos descobriu que um gene chamado Diáfano (ou Dia) tem uma importante função reguladora na formação dos tecidos e poderá desempenhar um papel no cancro.<span id="more-1322"></span>Num estudo publicado na última edição da revista científica norte-americana “Development”, Catarina Homem e Mark Peifer, seu orientador de doutoramento, mostram que uma mutação desse gene, estudado na mosca da fruta (Drosophila), provoca perda de adesão e mobilidade anormal nas células, como acontece na formação das metástases tumorais.</p>
<p>A descoberta contribui para uma melhor compreensão da regulação genética da formação dos tecidos e órgãos e poderá abrir caminho a intervenções terapêuticas.</p>
<p>&#8220;Muitos dos cancros familiares ou hereditários, como o cancro gástrico, estão associados a mutações no gene que codifica as E-caderinas, que são proteínas críticas para a adesão entre células, e pensa-se que essas mutações são responsáveis pela mobilidade e invasão celular&#8221;, explicou Catarina Homem.</p>
<p>A investigação concluiu que as proteínas que regulam o esqueleto das células fortalecem a adesão entre elas e que mutações nessas proteínas levam à degradação das E-caderinas e à promoção da mobilidade celular.</p>
<p>&#8220;Neste trabalho tentámos elucidar quais os mecanismos celulares envolvidos entre forte adesão celular e inibição de mobilidade e invasão celular&#8221;, indicou a cientista, que está a preparar o seu doutoramento em Biomedicina na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.</p>
<p>&#8220;As células de mosquinhas mutantes para este gene aderem menos fortemente entre si e passam a ser mais móveis e a invadir tecidos vizinhos, revelando que a proteína Dia é necessária para manter uma adesão estável entre células e, consequentemente, para inibir a migração celular&#8221;, referiu Catarina Homem.</p>
<p>Estes resultados &#8220;revelam um possível mecanismo envolvido na formação de metástases e indicam mais um conjunto de proteínas que também poderão ser responsáveis por certos tipos de cancros&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Segundo explicou, o processo de transição de células imóveis e aderentes para células móveis e invasoras é importante para o normal desenvolvimento embrionário e &#8220;poderá ser o mecanismo usado por células cancerígenas no processo de formação de metástases, onde células tumorais se desligam das suas células vizinhas e migram para outros locais, iniciando tumores secundários&#8221;.</p>
<p>Licenciada em Bioquímica pela Universidade do Porto, Catarina Homem é aluna do Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biomedicina (PGDB) na Universidade da Carolina do Norte.</p>
<p>A “Development” é uma revista bimensal que publica descobertas sobre os mecanismos celulares e moleculares do desenvolvimento de animais e plantas.<br />
Fonte / Escrito por: Lusa, Público</p>
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		<title>Jornada Vieirina na Universidade de Évora</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 13:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O ano de 2008, em que passam quatrocentos anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, S.J., será ano vieirino; ano de evocação da vida e da obra de uma figura ímpar da Cultura Portuguesa e Brasileira; ano de celebração de um homem de todos os tempos.O Ano Vieirino &#8211; iniciativa da Faculdade de Ciências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O ano de 2008, em que passam quatrocentos anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, S.J., será ano vieirino; ano de evocação da vida e da obra de uma figura ímpar da Cultura Portuguesa e Brasileira; ano de celebração de um homem de todos os tempos.<span id="more-1320"></span>O <a href="http://www.researchcafe.net/www.anovieirino.com" target="_blank">Ano Vieirino</a> &#8211; iniciativa da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) e do seu Centro de Estudos de Filosofia, da Faculdade de Letras e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, e da Província da Companhia de Jesus &#8211; está já em marcha, depois da sessão solene de abertura que, a 6 de Fevereiro de 2008, data do quarto centenário do nascimento de Vieira, decorreu no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, e que contou com a presença de S. Excelência o Sr. Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, e de S. Eminência Reverendíssima o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo.</p>
<p>Por todo o país, e também fora dele, celebra-se a vida e a obra do Padre António Vieira, numa manifestação inédita de reconhecimento e de valorização do legado de um dos maiores portugueses de todos os tempos.</p>
<p>Concebido como um programa anual de comemorações do quarto centenário do nascimento do Autor, 2008 Ano Vieirino tem vindo a apelar à associação de todas as instituições que pretendam juntar-se a esta iniciativa, por simples associação ou propondo eventos: das reuniões científicas (jornadas, palestras, colóquios, congressos.), à música, teatro, exposições&#8230;</p>
<p>A Universidade de Évora foi uma das Instituições que respondeu a este apelo, associando-se a 2008 Ano Vieirino com a organização de uma &#8220;Jornada Vieirina&#8221;. O evento, que decorrerá no próximo dia 30 de Maio de 2008, reunirá em Évora especialistas e admiradores de Vieira, de diferentes Instituições nacionais, que analisarão a obra, mas também a vida, a época, a sociedade&#8230; do seu tempo.</p>
<p>É desejo dos organizadores que esta &#8220;Jornada Vieirina&#8221; traga à Universidade de Évora professores, alunos, leitores e admiradores de Vieira, todos aqueles, enfim, que queiram comemorar Vieira também em Évora.</p>
<p>Ana Paula Banza | Departamento de Linguística e Literaturas<br />
Fonte: Universidade de Évora</p>
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		<title>Universidade do Minho publicou na Science artigo sobre nova técnica de terapia celular</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 13:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[O Grupo 3B´s da Universidade do Minho (UM) publicou, na revista científica Science, um artigo sobre uma nova técnica que proporciona amplas oportunidades em terapias celulares e outras aplicações biológicas, disse hoje à Lusa fonte do organismo. Segundo Rui Reis, «a nova técnica pode ser facilmente introduzida, de forma não invasiva, no corpo humano através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo 3B´s da Universidade do Minho (UM) publicou, na revista científica Science, um artigo sobre uma nova técnica que proporciona amplas oportunidades em terapias celulares e outras aplicações biológicas, disse hoje à Lusa fonte do organismo. <span id="more-1319"></span>Segundo Rui Reis, «a nova técnica pode ser facilmente introduzida, de forma não invasiva, no corpo humano através de uma simples injecção e biodegradar-se ao longo do tempo».</p>
<p>A pesquisa científica foi feita pelo Grupo de Investigação 3B&#8217;s (Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos) da UM, por universitários da Northwestern University em Chicago e Evenston (Illinois), no quadro de um programa de cooperação com o IBNAM &#8211; Institute for BioNanoTechnology in Medicine da Nortwestern University, de Chicago, Estados Unidos.</p>
<p>O trabalho, desenvolvido maioritariamente por Ramille M. Capito (IBNAM) e por Helena Azevedo (3B´s-UM), resulta da articulação de projectos em curso no grupo de Chicago liderado pelo professor Samuel I. Stupp e do projecto da União Europeia &#8211; Marie Curie POLYSELF &#8211; da responsabilidade do director do Grupo 3B´s, professor Rui Reis.</p>
<p>No âmbito do projecto, Helena Azevedo, investigadora doutorada do grupo 3B´s desde 2001, passou ano e meio na Northwestern University.</p>
<p>A equipa de cientistas luso-americana «criou mini-laboratórios» de células vivas a partir da junção de duas soluções aquosas, uma contendo um polímero natural e a outra moléculas de péptidos.</p>
<p>Helena Azevedo descreve no estudo, pela primeira vez, «a formação instantânea de uma estrutura macroscópica na forma de um saco ou membrana quando as duas soluções, de carga eléctrica oposta, são postas em contacto».</p>
<p>A descoberta consiste na «junção de um polímero (o que vulgarmente é chamado plástico) e uma pequena molécula (algo do tipo, mas mais pequeno, do que uma proteína) que instantaneamente se conseguem auto-organizar para formar um saco forte mas flexível, em que é possível cultivar células estaminais humanas, criando uma espécie de laboratório em miniatura».</p>
<p>«O saco poderia, quando utilizado em terapias celulares ou medicina regenerativa, proteger as células estaminais do sistema imunitário do paciente, sendo depois biodegradado ao longo de tempo quando chegasse ao seu destino, libertando as células para fazer o seu trabalho de regeneração de tecidos», assinala o organismo universitário.</p>
<p>O biopolímero usado é o ácido hialurónico, que é facilmente encontrado no corpo humano, em lugares como articulações e cartilagem, e tem sido estudado na Universidade do Minho no âmbito de projectos de engenharia de tecidos de cartilagem &#8211; indicou Rui Reis.</p>
<p>Lusa / SOL</p>
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		<title>nvestigação de mecanismos que regulam na célula a produção de anticorpos distinguida com Prémio</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 16:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Investigação sobre a “Organização Funcional da Célula”, nomeadamente de mecanismos que regulam a produção de anticorpos, valeu à investigadora Margarida Isabel Albuquerque Almeida Santos, 31 anos, o Prémio Pulido Valente Ciência 2007, criado conjuntamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pela Fundação Professor Francisco Pulido Valente (FPFPV).  O trabalho de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Investigação sobre a “Organização Funcional da Célula”, nomeadamente de mecanismos que regulam a produção de anticorpos, valeu à investigadora Margarida Isabel Albuquerque Almeida Santos, 31 anos, o Prémio Pulido Valente Ciência 2007, criado conjuntamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pela Fundação Professor Francisco Pulido Valente (FPFPV). <span id="more-1318"></span> O trabalho de Margarida Almeida Santos contribui para uma melhor compreensão dos mecanismos que regulam a produção de anticorpos, elementos cruciais na resposta imunitária do organismo a infecções bacterianas, virais, vacinas, entre outros. Quando a sua produção é desregulada podem contribuir para patologias, nomeadamente auto-imunidade (como o Lúpus) ou cancro, como o mieloma (quando se dá uma diferenciação anormal das células que produzem os anticorpos).</p>
<p>Uma proteína existente na membrana das células do homem, o receptor Notch, foi o objecto da análise da investigadora.</p>
<p>O seu estudo mostrou que este receptor regula a produção de anticorpos quando a ele se ligam proteínas específicas. Aprender a manipular o receptor Notch poderá abrir caminho a terapias promissoras no tratamento de patologias resultantes da desregulação da produção de anticorpos, como é o caso da autoimunidade (ex. Lúpus) ou do cancro das células plasmáticas: mieloma múltiplo.</p>
<p>O concurso da edição 2007 do Prémio Pulido Valente Ciência esteve aberto à recepção de candidaturas até 30 de Setembro, tendo recebido 3. O júri decidiu, por unanimidade, atribuí-lo, na área Organização Funcional da Célula, a Margarida Isabel Almeida Santos, pelo artigo Notch1 engagement by Delta-like 1 promotes differentiation of B lymphocytes to antibody-secreting cells (publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences).</p>
<p>As candidaturas foram avaliadas por um Júri composto pela Doutora Ana Pombo (Nuclear Organization Group, Imperial College, London), Professor Miguel Seabra (Department of Biochemistry, Imperial College, Londres), Doutora Maria Cristina Cardoso ( Max Delbruck Center for Molecular Medicine, Berlim), Professor João Lobo Antunes (Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa) e Professor Hugo Gil Ferreira (Professor Jubilado, ICBAS, Universidade do Porto).</p>
<p>Margarida Albuquerque Almeida Santos licenciou-se em Biologia Molecular pela Faculdade de Ciências de Lisboa em 1999, e fez o estágio de investigação em Microbiologia no ITQB (Instituto de Tecnologia Química e Biológica). Entre 2002 e 2007 desenvolveu o trabalho de Doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, no laboratório da Doutora Jocelyne Demengeot, em colaboração com a Professora Leonor Parreira, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em 2007 em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.</p>
<p>A investigadora desenvolve actualmente a sua actividade no departamento de Patologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, no laboratório do Professor Warren Pear. O laboratório do Dr. Pear foca-se em investigação no cancro, nomeadamente linfomas, leucemias e mieloma.</p>
<p>O Prémio Pulido Valente Ciência é atribuído anualmente ao melhor trabalho publicado no domínio das Ciências Biomédicas, sobre investigação executada por investigadores com idades inferiores a 35 anos, em laboratórios nacionais. Está dotado com 10.000 euros, a comparticipar, em partes iguais, pelas duas instituições promotoras.</p>
<p>Fonte / Escrito por: MCTES</p>
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		<title>FCT, UTAustin-Portugal e ZON Multimédia lançam Prémio de estímulo à investigação</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 16:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prémios]]></category>

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		<description><![CDATA[Estimular e aprofundar a investigação na área das aplicações e conteúdos digitais são objectivos que a Zon Multimédia, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e o CoLab, no âmbito do Programa UTAustin-Portugal, vão catalisar através do protocolo que assinam quinta-feira, na reitoria da Universidade do Porto (às 11H00). O protocolo contempla a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estimular e aprofundar a investigação na área das aplicações e conteúdos digitais são objectivos que a Zon Multimédia, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e o CoLab, no âmbito do Programa UTAustin-Portugal, vão catalisar através do protocolo que assinam quinta-feira, na reitoria da Universidade do Porto (às 11H00). <span id="more-1317"></span>O protocolo contempla a criação de um prémio abrangendo as categorias Aplicações, Conteúdos Multimédia, e Curtas-metragens, dotado, globalmente, com 200.000 euros e bolsas de investigação concedidas pela FCT.</p>
<p>Os trabalhos vencedores em cada uma das categorias serão premiados com o montante de 50.000 euros, em dinheiro, mais uma Bolsa de Investigação pela FCT. O trabalho que for considerado o melhor entre os vencedores nas três categorias será o vencedor absoluto do “Prémio Criatividade em Multimédia” e ser-lhe-á atribuído o Grande Prémio no montante de 50.000 euros, em dinheiro, adicionalmente ao prémio atribuído por ter vencido a sua categoria.</p>
<p>As bolsas de investigação a conceder pela FCT poderão assumir, em função dos requisitos dos candidatos, as seguintes tipologias: (a) bolsa de integração na investigação, para estudantes de licenciatura; (b) bolsa de doutoramento, para licenciados ou mestres; ou (c) bolsa de pós-doutoramento, para integração em equipas e projectos de investigação a decorrer no âmbito do CoLab, em Portugal e incluindo uma estadia temporária na Universidade do Texas em Austin, nos EUA.</p>
<p>O programa de colaboração que o Estado português assinou há um ano com a Universidade do Texas em Austin (UTAustin), no âmbito da iniciativa “Parcerias para o Futuro” lançada pela FCT, contempla, entre outros objectivos, a exploração conjunta de tecnologias emergentes com base em investigação e ensino pós-graduado nas áreas de conteúdos digitais, bem como a implementação do CoLab, International Collaboratory for Emerging Technologies.</p>
<p>O envolvimento da FCT insere-se no objectivo programático do Governo de criação da rede de parcerias internacionais de C&amp;T de grande dimensão, compreendendo instituições de ensino superior e de investigação, assim como empresas, em associação com organizações científicas internacionais, universidades estrangeiras e outras entidades científicas e tecnológicas de topo.</p>
<p>A ZON Multimédia financia o Prémio, a FCT co-financia-o através da concessão de bolsas de investigação, e o CoLab promove a integração do vencedor ou um seu colaborador, em qualquer dos tipos de bolsas a conceder no âmbito do prémio, em equipas e projectos de investigação em Portugal, incluindo uma estadia temporária na Universidade do Texas em Austin, nos EUA.</p>
<p>O protocolo, que será assinado pelo presidente da FCT, João Sentieiro, pelo Director do CoLab, António Câmara, e pelo presidente da ZON Multimédia, Rodrigo Costa, entra em vigor na data da sua assinatura (03 Abril 2008) pelo período de um ano, sendo automaticamente renovado por períodos sucessivos de igual duração.</p>
<p>Fonte / Escrito por: MCTES</p>
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		<title>Investigadores desenvolvem dispositivo que alerta para crises de epilepsia</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 12:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra lidera um projecto internacional que desenvolve um dispositivo para ser usado por doentes epilépticos, capaz de alertar para uma nova crise com algum tempo de antecipação. António Dourado, líder da equipa de investigação iniciada há três meses, disse à agência Lusa que espera poder alcançar um «tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra lidera um projecto internacional que desenvolve um dispositivo para ser usado por doentes epilépticos, capaz de alertar para uma nova crise com algum tempo de antecipação. <span id="more-1316"></span>António Dourado, líder da equipa de investigação iniciada há três meses, disse à agência Lusa que espera poder alcançar um «tempo de antecipação mínimo de 15 minutos», entre o alerta e a ocorrência da crise epiléptica.</p>
<p>Para o docente da área da informática, quanto maior for o tempo de antecipação melhor, mas os 15 minutos já permitem ao paciente imobilizar a viatura se vai a conduzir, parar o seu trabalho e evitar eventuais acidentes e resguardar-se socialmente dos aspectos negativos que comporta essa doença.</p>
<p>«O doente epiléptico tem grandes limitações de integração social» e, através deste dispositivo de alerta, isso poderá ficar esbatido, observou.</p>
<p>O Sistema de Alarme Inteligente Transportável para Pacientes com Epilepsia, indicado para aqueles que não podem ser tratados com fármacos, consiste num conjunto de eléctrodos que são colados no couro cabeludo do paciente, ligados a um dispositivo de aquisição e emissão de sinal, a transmitir para um computador portátil que o processa. Se se está perante sinais de uma crise epiléptica é emitido um alerta sonoro ao paciente.</p>
<p>Este será o dispositivo que dentro de dois anos e meio será testado em pacientes de Portugal, França e Alemanha, cinco por país, mas António Dourado admite que tecnologicamente será possível que o dispositivo de recepção e processamento do sinal tenha a dimensão de um maço de tabaco, ou que o sinal seja transmitido por comunicação móvel para um computador que o processa, e até para um centro de apoio, para mobilização de ajuda.</p>
<p>Com um orçamento global de 4 milhões de euros, o projecto, denominado EPILEPSIAE &#8211; Evolving Platform for Improving Living Expectations of Patients Suffering from Ictal Events, é financiado pela União Europeia em 3 milhões de euros.</p>
<p>Tem como parceiros os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), o Centro Nacional de Investigação Científica de França, a Universidade Pierre et Marie Curie e o Laboratório de Neurociências Cognitivas do Hospital Pitié &#8211; La Salpêtrière (França), a Universidade Albert Ludwigs e o Hospital Universitário de Friburgo (Alemanha) e ainda a Empresa Micromed, de Itália, que será responsável pela fabricação e comercialização mundial do equipamento, no final da investigação.</p>
<p>De acordo com uma nota do Departamento de Comunicação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o objectivo central do EPILEPSIAE é encontrar soluções tecnológicas de informação e comunicação capazes de prever o surgimento de uma crise de epilepsia, para que o doente possa tomar medidas atempadas, isto é, monitorizar os seus próprios riscos e ter a crise em privado, por forma a melhorar a sua segurança na vida diária e facilitar a sua integração social.</p>
<p>A equipa multidisciplinar liderada por António Dourado, que envolve 15 investigadores de Coimbra, está a desenvolver algoritmos de inteligência computacional para detectar as crises epilépticas com alguma antecedência, medindo em permanência, através do electroencefalograma e electrocardiograma não invasivos, o estado neuronal do doente, acrescenta.</p>
<p>O mesmo grupo de investigadores participa também activamente no desenvolvimento de uma Base de Dados Europeia de Epilepsia que registe em forma adequada a informação multisensorial recolhida dos pacientes, a ser usada para o desenvolvimento do conhecimento através de técnicas avançadas de exploração de dados (Semantic mining).</p>
<p>«É um enorme desafio científico e clínico. Conseguir melhorar a qualidade de vida e segurança destes doentes é uma preocupação mundial. A comunidade científica tem desenvolvido alguns estudos, mas até ao momento ainda não surgiu uma solução. Os doentes epilépticos que não podem ser tratados com fármacos estão sujeitos a crises em qualquer altura, tornando o seu quotidiano numa permanente e desagradável aventura, que os impede de realizar inúmeras tarefas. Por outro lado, a sua integração social é altamente limitada», salienta António Dourado.</p>
<p>A ideia, e a premência, de desenvolver este projecto parte da colaboração com especialistas da Clínica de Epilepsia dos HUC, nomeadamente com o clínico Francisco Sales, no âmbito dos Projectos de Engenharia Biomédica.</p>
<p>A partir daí foram estabelecidos contactos com os vários parceiros, entre os quais se contam «os centros europeus mais conceituados na área», a proposta foi trabalhada em conjunto e o consórcio de investigação criado, acrescenta o investigador, que é igualmente Coordenador do Grupo de Computação Adaptativa do CISUC (Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra), ao qual estão também ligados outros investigadores deste projecto, nomeadamente da Inteligência Artificial e de Bases de Dados desse Centro.</p>
<p>A epilepsia é a doença neurológica mais frequente. Na Europa existem actualmente 6 milhões de epilépticos.</p>
<p>Lusa / SOL</p>
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