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	<title>researchcafe &#187; História</title>
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		<title>Paleontólogo português revela novas descobertas de dinossauros</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 11:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Esqueletos incompletos de dinossauros (saurópodes, ceratopsídeos, yamaceratops), ossos de pelos menos dez anquilossauros e mais ossos de terizinossauros, dentes de herbívoro com um formato nunca visto, ovos e casas. Octávio Mateus é o único português entre especialistas norte-americanos, mongóis, canadianos, coreanos e japoneses numa expedição ao Deserto de Gobi, Mongólia, que sem ter feito ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esqueletos incompletos de dinossauros (saurópodes, ceratopsídeos, yamaceratops), ossos de pelos menos dez anquilossauros e mais ossos de terizinossauros, dentes de herbívoro com um formato nunca visto, ovos e casas. Octávio Mateus é o único português entre especialistas norte-americanos, mongóis, canadianos, coreanos e japoneses numa expedição ao Deserto de Gobi, Mongólia, que sem ter feito ainda um mês de duração reforça mais uma vez o valor paleontológico da região. <span id="more-1207"></span><br />
A expedição começou no dia 20 de Agosto e incide sobre Bayn Shire, zona pouco explorada no sudeste do Deserto de Gobi.</p>
<p>“A localidade é incrivelmente rica, e novas descobertas ocorrem todos os dias”, disse Octávio Mateus por e-mail. “A nossa equipa recolheu vários ossos, dentes, crânios e ovos de dinossauros a até mesmo esqueletos quase completos, o que é raro”.</p>
<p>O deserto de Gobi é conhecido pelos vestígios do período Cretácico, o último da era dos dinossauros. A história das expedições na Mongólia começou no início do século XX, quando equipas americanas perceberam o potencial do local, explicou Miguel Telles Antunes, um dos maiores paleontólgos do país. Depois de algumas grandes descobertas, a Ex-União Soviética quis ficar com a exclusividade das expedições, acrescentou, e só depois da década de 1990 foi possível reactivar a investigação. “É uma região que tem dado magníficos fósseis”.</p>
<p>Octávio Mateus destaca duas descobertas: O esqueleto quase completo de um dinossauro saurópode (quadrúpede herbívoro, conhecido pelo seu pescoço comprida e cabeça pequena), um exemplar com mais de 15 metros de comprimento e os dentes de um animal da mesma espécie que podem revelar uma nova forma de mastigar entre os dinossauros herbívoros.</p>
<p>Fonte / Escrito por: Público</p>
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		<title>Arqueólogos descobrem objectos com 300 mil anos e fogueira com 24 mil anos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 20:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma equipa de arqueólogos do sítio da Ribeira da Atalaia, Vila Nova da Barquinha, encontrou vários utensílios do homem de Neandertal. Não é a primeira vez que estas ferramentas feitas de seixos lascados e utilizados no Paleolítico Inferior são descobertas em Portugal mas é a primeira vez que testes de luminescência, utilizados para a datação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa de arqueólogos do sítio da Ribeira da Atalaia, Vila Nova da Barquinha, encontrou vários utensílios do homem de Neandertal. Não é a primeira vez que estas ferramentas feitas de seixos lascados e utilizados no Paleolítico Inferior são descobertas em Portugal mas é a primeira vez que testes de luminescência, utilizados para a datação absoluta dos vestígios, comprovam um passado tão antigo: 300 mil anos. <span id="more-1197"></span><br />
Além dos objectos com uma datação absoluta única em território nacional, encontraram uma fogueira do Paleolítico Superior, com seixos rolados queimados e alguns estalados pelo fogo e a zona circular delimitada por terra queimada. “Sabíamos que era uma zona muito rica porque à superfície já tínhamos recolhidos milhares de objectos. Mas não estávamos a espera de encontrar uma fogueira com 24 mil anos”, disse Sara Cura, do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação e coordenadora do projecto.</p>
<p>Segundo a arqueóloga, o grau de acidez da terra não permite conservar matéria orgânica e, como tal, não é possível saber se a fogueira (que mal foi descoberta teve direito a uma réplica no Centro de Interpretação do Alto Alentejo) servia para aquecimento ou alimentação. Mas não é por isso que deixa de ser importante. “Já foram descobertas várias estruturas de combustão no nosso país mas noutro tipo de contextos, em abrigos ou grutas. Esta é ao ar livre e num terraço fluvial, daí a sua singularidade”.</p>
<p>“São raras no contexto de ar livre mas há outras, as mais antigas têm 50 mil anos e foram encontradas em Vila Velha de Ródão no início dos anos 80, no sítio Vilas Ruivas”, disse ao PUBLICO.PT Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia. Para o especialista neste período, o interesse reside nos instrumentos líticos encontrados.</p>
<p>“São do mais antigo que conhecemos no Vale do Tejo e em Portugal. As maiores datações absolutas que se tinham conseguido obter apontam para os 150 mil anos, mas este método da luminescência é muito fiável”, disse.</p>
<p>“O único problema é que este método dá-nos a ultima vez que o vestígio esteve exposto ao sol – estamos a datar um conhecimento físico e depois é precisa muita argúcia para ligar esse conhecimento físico às actividade humanas”, acrescentou.</p>
<p>Trabalho para muitos anos</p>
<p>O vale do Tejo, onde fica a Ribeira da Atalaia é uma das zonas do país com mais vestígios do Paleolítico. Esta escavação está a ser feita num conjunto de depósitos fluviais com dois milhões de anos, numa espécie de socalcos com zonas escarpadas e planas, explicou Pierluigi Rosina, também coordenador do projecto.</p>
<p>“Não são muitas as ocorrências no nosso país, a maioria das datações são relativas e muito sinceramente não encontramos mais coisas porque não há mais meios”, explicou Sara Cura. As análises de luminescência foram feitas no Instituto Tecnológico e Nuclear e os resultados demoraram algumas semanas.</p>
<p>“Há mais colaboração interdisciplinar e temos ao nosso dispor mais tecnologias que nos permitem ir mais além na análise, até dos gumes das peças. É possível reconhecer a funcionalidade específica dos objectos e conhecer as dinâmicas comportamentais”.</p>
<p>As descobertas anunciadas são trabalho para muitos anos, disse Luiz Oosterbeek, director do projecto. Hoje em campo continuavam 17 estudantes de arqueologia da Universidade de Trento (Itália), do Instituto Politécnico de Tomar e da Universidade Nova de Lisboa.</p>
<p>Fonte / Escrito por: Público</p>
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		<title>Escavações em &#8216;Villa&#8217; romana recomeçam após 20 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 13:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Os trabalhos arqueológicos na villa romana do Monte da Chaminé, em Ferreira do Alentejo (Beja), parados há quase 20 anos, recomeçam no final deste mês para os arqueólogos continuarem a escavar e estudar o sítio. A historiadora Sara Ramos, uma das responsáveis pelos trabalhos, adiantou hoje à agência Lusa que a sétima campanha arqueológica na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os trabalhos arqueológicos na villa romana do Monte da Chaminé, em Ferreira do Alentejo (Beja), parados há quase 20 anos, recomeçam no final deste mês para os arqueólogos continuarem a escavar e estudar o sítio. <span id="more-1190"></span>A historiadora Sara Ramos, uma das responsáveis pelos trabalhos, adiantou hoje à agência Lusa que a sétima campanha arqueológica na «villa», descoberta em 1981 a cerca de três quilómetros a Sul de Ferreira do Alentejo, vai decorrer entre 27 de Agosto e 21 de Setembro.</p>
<p>No terreno, além de Sara Ramos e dos arqueólogos Clementino Amaro e Maria João Pina, os responsáveis científicos da campanha, vão estar estudantes e recém-licenciados em arqueologia, oriundos de várias universidades do país.</p>
<p>A equipa, explicou a historiadora, vai «continuar o trabalho que foi suspenso em 1988», quando, «por indisponibilidade», Clementino Amaro, que descobriu o sítio juntamente com o arqueólogo Manuel Barreto, suspendeu as escavações.</p>
<p>Durante as primeiras seis campanhas, realizadas entre 1981 e 1988, lembrou Sara Ramos, foram colocadas a descoberto e escavadas várias estruturas, que os arqueólogos acreditam «fazer parte do que se pensa ser a casa principal da zona residencial da &#8216;villa&#8217; romana».</p>
<p>Em anexo a uma das alas residenciais, na zona agrícola da «villa», continuou a historiadora, foram colocadas a descoberto e parcialmente escavadas «estruturas associadas a um possível lagar de azeite, presumivelmente construído na fase do Baixo-Império».</p>
<p>Ao longo da sétima campanha, promovida pelo Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, precisou Sara Ramos, os arqueólogos vão, sobretudo, «continuar as escavações na zona das estruturas do lagar e estudar o espólio que venha a ser recolhido».</p>
<p>Os vestígios encontrados durante as primeiras seis campanhas, entre estruturas e o «vasto e rico» espólio recolhido, parte do qual pode ser «apreciado» no Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, indicou Sara Ramos, «apontam para uma &#8216;villa&#8217; romana, ocupada desde os inícios do século I até ao século V d.C.».</p>
<p>Sara Ramos adiantou ainda que o museu já candidatou, junto do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, um projecto científico, que, «se for aprovado, vai garantir a continuidade dos trabalhos arqueológicos na &#8220;villa&#8221;, após o fim da sétima campanha e durante os próximos quatro anos».</p>
<p>O objectivo, vaticinou, «é escavar e estudar toda a &#8216;villa&#8217; e o espólio recolhido, para, a médio ou longo prazo, transformar o sítio num núcleo do Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, acessível ao público».</p>
<p>Fonte / Escrito por: Lusa/SOL</p>
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		<title>Português entre cientistas que revelam evolução morfológica dos primeiros europeus</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jan 2007 21:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os primeiros seres humanos modernos que chegaram da Africa há 40 mil anos continuaram a evoluir através do contacto com os Neandertais, revelou um estudo elaborado por vários cientistas, entre eles um investigador português da Universidade de Lisboa. 
O estudo, publicado na revista &#8220;Proceedings of the National Academy of Sciencies&#8221;, foi elaborado por um grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros seres humanos modernos que chegaram da Africa há 40 mil anos continuaram a evoluir através do contacto com os Neandertais, revelou um estudo elaborado por vários cientistas, entre eles um investigador português da Universidade de Lisboa. <span id="more-1063"></span><br />
O estudo, publicado na revista &#8220;Proceedings of the National Academy of Sciencies&#8221;, foi elaborado por um grupo de cientistas europeus e norte-americanos, entre os quais o arqueólogo português João Zilhão, professor do Departamento de Arqueologia da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e professor auxiliar do Instituto de Arqueologia da Universidade de Lisboa.</p>
<p>Os cientistas compararam os traços físicos nos restos de crânios dos primeiros seres humanos modernos, encontrados em 2003 na caverna &#8220;Petera Cu Oase&#8221;, no Sudoeste da Roménia, com outras amostras do mesmo período Plistocénico.</p>
<p>Segundo o estudo, as diferenças entre os crânios sugerem &#8220;uma complexa dinâmica demográfica, à medida que os seres humanos modernos se dispersavam na Europa&#8221;.</p>
<p>O estudo indica que os fósseis comparados &#8211; fragmentos cranianos e de uma mandíbula &#8211; têm mais ou menos a mesma idade (35 mil a 40.500 anos, respectivamente) e constituem o conjunto craniano do ser humano moderno mas antigo jamais encontrado na Europa, assim como a melhor prova da sua aparência física.</p>
<p>FONTE: Lusa</p>
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		<title>Sede de União Internacional de Arqueologia muda-se para Portugal</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Sep 2006 13:39:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A sede de União Internacional das Ciências Pré- Históricas e Proto-Históricas (UISPP) vai ser instalada em Portugal, tendo como presidente o arqueólogo Vítor Oliveira Jorge, disse à Lusa fonte da organização do XV Congresso da UISPP.&#8220;A escolha de Portugal demonstra o prestígio dos arqueólogos portugueses e a excelência dos nossos investigadores&#8221;, comentou a mesma fonte.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sede de União Internacional das Ciências Pré- Históricas e Proto-Históricas (UISPP) vai ser instalada em Portugal, tendo como presidente o arqueólogo Vítor Oliveira Jorge, disse à Lusa fonte da organização do XV Congresso da UISPP.<span id="more-907"></span>&#8220;A escolha de Portugal demonstra o prestígio dos arqueólogos portugueses e a excelência dos nossos investigadores&#8221;, comentou a mesma fonte.</p>
<p>A sede da UISPP, uma organização fundada há 130 anos, estava instalada na Bélgica.</p>
<p>O Congresso da UISPP, cuja 15ª edição decorre até hoje, em Lisboa, com cerca de 2.500 especialistas, é uma espécie de olimpíadas da arqueologia.</p>
<p>FONTE: Agência Lusa</p>
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		<title>África do Sul: Debate sobre as naus portuguesas naufragadas no século XVI</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov -0001 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bartender</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A localização de nove das 12 naus portuguesas do século XVI e XVII naufragadas na costa sul-africana foi objecto de discussão na II Conferência de Arqueologia Marinha e Descobrimentos Portugueses a decorrer em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental.

O comandante Malhão Pereira, da Academia da Marinha Portuguesa, referiu -se em detalhe aos destroços localizados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A localização de nove das 12 naus portuguesas do século XVI e XVII naufragadas na costa sul-africana foi objecto de discussão na II Conferência de Arqueologia Marinha e Descobrimentos Portugueses a decorrer em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental.<br />
<span id="more-887"></span></p>
<p>O comandante Malhão Pereira, da Academia da Marinha Portuguesa, referiu -se em detalhe aos destroços localizados e identificados, entre as localidades de Port Edward, no extremo ocidental da província do Kwazulu-Natal, e a Cidade do Cabo, bem como a técnicas de navegação nos séculos XV e XVI.</p>
<p>Para Malhão Pereira, é fascinante ver hoje com exactidão, em Mossel Bay , que todos os marcos assinalados pelos portugueses naquele tempo estão no local preciso em que foram referenciados: a nascente, situada dentro do complexo do M useu Bartolomeu Dias, a ilhota no meio da baía, que Álvaro Velho descreveu como &#8220;um ilhéu em mar, três tiros de besta&#8221;, onde há muitos lobos-marinhos, hoje conh ecida por Seal Island, e por aí fora.</p>
<p>Estudiosos sul-africanos utilizam este rico tesouro para estudar as cer âmicas e porcelanas chinesas da dinastia Ming entre outros ramos da História dos séculos XV e XVI. Valerie Esterhuizen, da Universidade de Pretória &#8211; uma das maiores espe cialistas em cerâmica daquela instituição e do país &#8211; possui uma fascinante cole cção de cerâmica chinesa, recolhida nas praias das regiões do Cabo Oriental e ta mbém Ocidental. Seis séculos após os naufrágios, as marés ainda atiram para a costa ped aços de cerâmica azul e branca, tão característica daquele período e que faziam parte da carga dos galeões portugueses que naufragaram nesta costa.</p>
<p>Entre 1505 e 1691 naufragaram, segundo os registos históricos, 12 (ou p ossivelmente 13) naus portuguesas na costa sul-africana do Índico. O primeiro navio a ir ao fundo nestas águas ficou conhecido como o &#8220;Soa res&#8221; e foi identificado, com poucos detalhes, na baía de Mossel, onde decorre a conferência e se localiza o Museu Bartolomeu Dias, que guarda um dos maiores esp ólios da História marítima portuguesa.</p>
<p>Nos anos que se seguiram à proeza de Dias &#8211; a passagem do Cabo da Boa E sperança, em 1488 &#8211; a actividade dos navegantes portugueses nestas costas foi in tensa.</p>
<p>Em 1498 Vasco da Gama abriu a rota marítima para o Oriente, António de Saldanha explorou Table Bay em 1503. O &#8220;Soares&#8221; foi o primeiro navio a naufragar na zona, em 1505, e em 1551 o &#8220;São João de Becoinho&#8221; naufragou em Ponta do Ouro, dando início a uma era de naufrágios cada vez mais frequentes.</p>
<p>Em 1552 o &#8220;São Jerónimo&#8221; naufragou a norte de Richards Bay e no mesmo a no o &#8220;São João&#8221;, em Port Edward. Este último viria a tornar-se o mais famoso dos naufrágios pela narrativa da épica viagem por terra dos seus sobreviventes (ent re os quais o comandante Sepúlveda) até terras moçambicanas.</p>
<p>Dois anos depois, em 21 de Abril, foi a vez do &#8220;São Bento&#8221; naufragar pe rto da foz do rio Msikaba, na zona hoje conhecida por Wild Coast, província do C abo Oriental.</p>
<p>A 24 de Março de 1593 o &#8220;Santo Alberto&#8221; naufragou no Cabo Ocidental e j á no século seguinte, em 1622, o &#8220;São João Baptista&#8221; perdeu-se entre Woody Cape e o Keiriver. Em 1630 naufragou o &#8220;São Gonçalo&#8221; em Plettenberg Bay, em 1635 o &#8220;Nossa Senhora de Belém&#8221; a nordeste do rio Nzimvumbu. Em 1643 foi a vez do &#8220;Santa Maria Madre de Deus&#8221; (neste caso calcula-se entre Bonza Bay e East London), e em 1647 naufragou &#8220;Santa Maria de Atalaia do Pinheiro&#8221;, perto do rio Cefante. No mesmo ano verificou-se o naufrágio do &#8220;Santíssimo Sacramento&#8221; em Sch oenmakerskop e em 1686, nas imediações do Cabo Agulhas, perdeu-se o galeão &#8220;Noss a senhora dos Milagres&#8221;.</p>
<p>A II Conferência sobre Arqueologia Marinha e Descobrimentos Portugueses conta com um número-recorde de participações portuguesas. Além de Malhão Pereira, estão presentes o professor Francisco Contente Domingues, do Departamento de História da Universidade de Lisboa, Vanessa Lourei ro, arqueóloga náutica que estuda na Sorbonne, em Paris, Francisco Alves, direct or do Centro Português de Arqueologia Náutica e Subaquática, António Manuel de A ndrade Moniz, do departamento de Estudos Portugueses do CECLU, Ana Cristina Roqu e do Instituto de Pesquisa Tropical, e a jornalista Mónica Belo, que narrou a su a experiência no estudo dos naufrágios portugueses na costa portuguesa.</p>
<p>Os organizadores do encontro são os académicos Paul Brandt e Valerie Es terhuizen, fundadores do Centro de Estudos Náuticos Portugueses, sedeado em Pret ória.</p>
<p>Legislação sobre destroços marinhos, a ciência da arqueologia marinha e muitos outros temas paralelos têm sido discutidos na conferência desde sábado.</p>
<p>FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8239324)</p>
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		<title>D. Afonso Henriques: Investigadores &#8220;decepcionados&#8221; aguardam nova autorização</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov -0001 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os investigadores portugueses e espanhóis impedidos hoje de abrir o túmulo de D.Afonso Henriques mostraram-se decepcionados com a decisão, mas esperam que os trabalhos científicos venham a ser autorizados em breve pelo Ministério da Cultura.

O projecto para estudar as ossadas e reconstituir o rosto em imagens tridimensionais do fundador da nacionalidade, sepultado na Igreja de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os investigadores portugueses e espanhóis impedidos hoje de abrir o túmulo de D.Afonso Henriques mostraram-se decepcionados com a decisão, mas esperam que os trabalhos científicos venham a ser autorizados em breve pelo Ministério da Cultura.<br />
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<p>O projecto para estudar as ossadas e reconstituir o rosto em imagens tridimensionais do fundador da nacionalidade, sepultado na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, é liderado pela professora Eugénia Cunha, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).   Uma dezena de cientistas e técnicos, entre os quais o antropólogo forense Miguel Botella, da Universidade de Granada, Espanha, foram hoje impedidos de abrir o sarcófago pela direcção nacional do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), sendo assim desautorizada a direcção regional do instituto, que aprovou essa operação há duas semanas.</p>
<p>&#8220;Não imaginávamos que isto pudesse acontecer. Haverá que solucionar este problema&#8221;, disse à agência Lusa Miguel Botella, responsável por idêntico estudo do que se julga serem os restos mortais do navegador Cristóvão Colombo, sepultado em Sevilha.   O académico de Granada parte na próxima semana para ao México, onde vai &#8220;investigar as marcas de canibalismo&#8221;, uma prática que seria comum entre povos autóctones antes da conquista destes territórios pelos descobridores espanhóis.   &#8220;Há que ser optimista&#8221;, disse, admitindo que a proibição de aceder às ossadas de D.Afonso Henriques, hoje conhecida à hora de almoço, causou &#8220;muita decepção&#8221; na equipa envolvida na operação, que contava com o apoio da empresa Teixeira Duarte.</p>
<p>Eugénia Cunha, reiterando o sentimento de frustração dos investigadores, explicou que a construtora montou os equipamentos necessários à exumação das ossadas do Rei Fundador, abrindo o sarcófago de calcário visitado anualmente por milhares de turistas.   Tendo terminado obras de beneficiação da Igreja de Santa Cruz, a empresa vai abandonar o templo de imediato, deixando os investigadores de poder contar com a sua ajuda quando lhes for dada uma eventual autorização pelo Ministério da Cultura ou pela direcção nacional do IPPAR.</p>
<p>&#8220;Pretende-se reconstituir o perfil biológico do primeiro rei de Portugal, a sua estrutura física, a sua estatura, a idade que tinha quando morreu, bem como tentar deslindar algumas patologias que o afligiram e que deixaram vestígios nos seus ossos&#8221;, afirmava Eugénia Cunha, numa nota divulgada quarta-feira pelo gabinete de imprensa da FCTUC.   A datação do esqueleto, pelo método de radiocarbono, o perfil genético, a dieta do rei (através da análise química dos ossos) e a sua reconstrução facial são abrangidos pela investigação liderada pela cientista do Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, em que também participam técnicos do Instituto Português de Conservação e Restauro (IPCR).   O projecto inclui a realização de um documentário, mas a sua concretização estava condicionada às orientações dadas pelo IPCR, segundo uma carta enviada a Eugénia Cunha, no dia 23 de Junho, pelo director regional do IPPAR, José Maria Tadeu Henriques.</p>
<p>Em comunicado, a direcção nacional do IPPAR anunciou ao início da tarde que a abertura da sepultura de D.Afonso Henriques, prevista para as 17:30, foi cancelada por alegadamente não terem sido &#8220;cumpridos todos os procedimentos adequados e necessários&#8221;.   O IPPAR proibiu a exumação dos restos mortais do monarca e revelou que irá &#8220;diligenciar no sentido de apurar os antecedentes relativos a todos este processo&#8221;.   A autorização para abrir o túmulo consta da carta &#8211; a que a agência Lusa teve hoje acesso.</p>
<p>&#8220;Informamos que se autoriza a abertura do referido túmulo&#8221;, lê- se no documento, onde José Maria Tadeu Henriques exigia, no entanto, que a responsável pela investigação observasse algumas condições, &#8220;para além das restrições impostas pela Diocese de Coimbra&#8221; da Igreja Católica.   A Diocese, que tutela a Igreja de Santa Cruz, erguida nos primórdios da nacionalidade com o patrocínio do Rei Fundador, tinha autorizado a exumação dos restos mortais, garantiu à agência Lusa uma fonte do gabinete de imprensa da FCTUC.   O projecto da cientista Eugénia Cunha visa &#8220;reconstituir o perfil biológico de D.Afonso Henriques&#8221;, confirma a nota hoje divulgada pela direcção nacional do IPPAR.</p>
<p>A fonte da FCTUC, por seu lado, disse que o presidente do conselho directivo desta faculdade, João Gabriel Silva, não está contactável, em virtude de se encontrar no estrangeiro.   Esclareceu ainda que a proibição da abertura da tumba do primeiro rei de Portugal foi comunicada hoje, por escrito, ao reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, e que os serviços da reitoria, por sua vez, a transmitiram de imediato à equipa que estava na Igreja de Santa Cruz.</p>
<p>Os especialistas espanhóis trouxeram consigo um aparelho que permitiria &#8220;reconstituir o rosto de D.Afonso Henriques a três dimensões&#8221;, adiantou a mesma fonte do gabinete de imprensa da FCTUC.   Há dois anos, a Assembleia da República aprovou a concessão à Igreja de Santa Cruz do estatuto de Panteão Nacional, até então exclusivo do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.</p>
<p>Na Igreja de Santa Cruz, além de D.Afonso Henriques, que recebeu o cognome de &#8220;O Conquistador&#8221;, pela sua acção na Reconquista Cristã e na expulsão dos povos maometanos da Península Ibérica, no século XII, repousam a sua mulher, D. Mafalda, e o segundo rei de Portugal, D.Sancho I.</p>
<p>FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8149653)</p>
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