Universidade do Minho publicou na Science artigo sobre nova técnica de terapia celular 7 Abril
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O Grupo 3B´s da Universidade do Minho (UM) publicou, na revista científica Science, um artigo sobre uma nova técnica que proporciona amplas oportunidades em terapias celulares e outras aplicações biológicas, disse hoje à Lusa fonte do organismo. Segundo Rui Reis, «a nova técnica pode ser facilmente introduzida, de forma não invasiva, no corpo humano através de uma simples injecção e biodegradar-se ao longo do tempo».
A pesquisa científica foi feita pelo Grupo de Investigação 3B’s (Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos) da UM, por universitários da Northwestern University em Chicago e Evenston (Illinois), no quadro de um programa de cooperação com o IBNAM – Institute for BioNanoTechnology in Medicine da Nortwestern University, de Chicago, Estados Unidos.
O trabalho, desenvolvido maioritariamente por Ramille M. Capito (IBNAM) e por Helena Azevedo (3B´s-UM), resulta da articulação de projectos em curso no grupo de Chicago liderado pelo professor Samuel I. Stupp e do projecto da União Europeia – Marie Curie POLYSELF – da responsabilidade do director do Grupo 3B´s, professor Rui Reis.
No âmbito do projecto, Helena Azevedo, investigadora doutorada do grupo 3B´s desde 2001, passou ano e meio na Northwestern University.
A equipa de cientistas luso-americana «criou mini-laboratórios» de células vivas a partir da junção de duas soluções aquosas, uma contendo um polímero natural e a outra moléculas de péptidos.
Helena Azevedo descreve no estudo, pela primeira vez, «a formação instantânea de uma estrutura macroscópica na forma de um saco ou membrana quando as duas soluções, de carga eléctrica oposta, são postas em contacto».
A descoberta consiste na «junção de um polímero (o que vulgarmente é chamado plástico) e uma pequena molécula (algo do tipo, mas mais pequeno, do que uma proteína) que instantaneamente se conseguem auto-organizar para formar um saco forte mas flexível, em que é possível cultivar células estaminais humanas, criando uma espécie de laboratório em miniatura».
«O saco poderia, quando utilizado em terapias celulares ou medicina regenerativa, proteger as células estaminais do sistema imunitário do paciente, sendo depois biodegradado ao longo de tempo quando chegasse ao seu destino, libertando as células para fazer o seu trabalho de regeneração de tecidos», assinala o organismo universitário.
O biopolímero usado é o ácido hialurónico, que é facilmente encontrado no corpo humano, em lugares como articulações e cartilagem, e tem sido estudado na Universidade do Minho no âmbito de projectos de engenharia de tecidos de cartilagem – indicou Rui Reis.
Lusa / SOL


