Investigadores portugueses escrevem livro de referência no ensino universitário Bartender 14 Fevereiro

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Professores universitários e investigadores de todo o país, 35 no total, juntaram-se para explicar a organização molecular da vida num livro concebido para se tornar uma referência científica em português na área da bioquímica.A obra, que será lançada terça-feira pela Lidel – Edições Técnicas na FNAC do Colombo, em Lisboa, foi coordenada por três autores principais, nomeadamente os professores universitários Alexandre Quintas, Ana Ponces Freire e Manuel J. Halpern.

Bioquímica – Organização Molecular da Vida aborda em quase 800 páginas e cerca de 700 ilustrações originais e a cores todas as matérias essenciais ao estudo desta ciência, disse Alexandre Quintas à Agência Lusa.

«A ideia inicial, surgida em 2002, partiu do desafio de sermos capazes de fazer um livro original que pudesse rivalizar em português com obras estrangeiras congéneres tanto em rigor científico como a nível gráfico», explicou este docente do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

O que se pretendia, acrescentou, era «explicar os mecanismos moleculares subjacentes à vida e visualizá-los através de imagens de computador, um know-how que os Estados Unidos dominam há muitos anos neste tipo de publicações».

Nesse sentido, e tendo por alvo prioritário os estudantes dos três novos ciclos criados pelo Processo de Bolonha, o livro contém capítulos altamente especializados de autores portugueses de renome internacional, profusamente ilustrados, podendo por isso ser útil tanto em licenciaturas e mestrados, como servir de consulta em doutoramentos.

«Não existia nada no género feito por investigadores portugueses, pelo que constitui um novo paradigma neste tipo de livros em Portugal», sublinhou Alexandre Quintas, que além de coordenador dos textos é responsável pelas ilustrações, juntamente com Carla Ascenso, também bioquímica.

Os 35 autores do livro leccionam e investigam em institutos e universidades em Lisboa, Porto, Coimbra, Algarve, Évora e Bragança.

Como afirma no prefácio Isabel Moura – professora catedrática do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa – esta obra poderá «colmatar importantes lacunas» na divulgação da literatura científica numa área já bem estabelecida, mas em constante evolução.

O livro, que os seus autores consideram «inovador» tanto a nível científico como pedagógico, contém um apêndice com as diferenças de terminologia adoptadas pelas diferentes instituições.

A investigação em bioquímica tem permitido grandes progressos no domínio das Ciências da Saúde, sobretudo ao nível da compreensão dos mecanismos moleculares subjacentes às doenças e do conhecimento dos alvos terapêuticos, facilitando o desenvolvimento de novos medicamentos.

Lusa/SOL

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