Exploração portuguesa na Antárctida limitada por falta de assinatura de tratado internacional Bartender 19 Dezembro

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O desenvolvimento de projectos de investigação portugueses na Antárctida está limitado por o Governo ainda não ter ratificado o tratado que permite a exploração científica deste continente, afirmam cientistas que coordenam o Ano Polar Internacional em Portugal. Vários países estão a virar-se para a exploração da Antárctida com interesses variados, nomeadamente no conhecimento das suas estruturas geológicas, a sua passagem por vários períodos climáticos e as alterações que sofreram ao longo dos tempos.

“Sobretudo a ciência ambiental recebe aí um impacto novo, que é saber como funcionou o sistema climático no passado, porque os registos que estão nos sedimentos da Antárctida não estão perturbados e podem contribuir para o conhecimento da evolução de toda a estrutura climática planetária”, considera Mendes Vítor.

“Sabemos hoje que o clima é muito influenciado pelo que vem dos pólos, especialmente a passagem das correntes polares do Sul que vão até às latitudes do Norte influenciando todo o movimento oceanográfico e consequentemente o atmosférico”, realça.

O Ano Polar Internacional é um programa científico que visa a promoção e divulgação do conhecimento sobre as regiões polares permitido pelas novas capacidades tecnológicas, no qual Portugal participa pela primeira vez.

No âmbito da iniciativa estão a ser apoiados cinco projectos de investigação realizados por portugueses e estão ainda previstas bolsas de investigação e a criação de um portal polar a permitir acesso a uma base de dados que possibilitará aceder a informação sobre os pólos.Fonte / Escrito por: Agência Lusa

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