Universidade de Évora inaugura Sistema Solar em Estremoz 24 Agosto
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É evidente que não se trata do próprio Sistema Solar, pois tendo este sido formado cerca de 4 500 milhões de anos antes do Homem, não necessita de inauguração. No entanto, trata-se da inauguração de um dos poucos Sistemas Solares à escala existentes no Mundo, sendo o segundo em toda a Europa. A inauguração, que decorre no dia 1 de Setembro, é feita por Suas Excelências o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Sr. Reitor da Universidade de Évora e o Presidente da Câmara Municipal de Évora. O que torna este Sistema Solar tão especial, é o facto de tanto as dimensões dos planetas como as das suas órbitas estarem à mesma escala. Com efeito, devido à vastidão do espaço pelo qual se distribuem os planetas, a generalidade das representações do Sistema Solar estão profundamente distorcidas sendo as órbitas representadas a uma escala e os planetas a uma outra bastante maior; esta situação leva a uma visão incorrecta do Universo que nos impede de perceber a verdadeira dimensão do vazio onde habitamos.
Na sua procura, não só de divulgação da Ciência e Tecnologia, mas também de levar as pessoas a olharem de uma forma diferente para o Mundo a que pertencemos, o Laboratório de Investigação de Rochas Industriais e Ornamentais da Universidade de Évora (LIRIO) em colaboração com o Centro Ciência Viva de Estremoz e a Câmara Municipal de Estremoz conceberam a construção de um Sistema Solar em que, não só os planetas e as suas órbitas estão representados à mesma escala, mas também os planetas mais pequenos são visíveis à vista desarmada. Este facto só é possível pois a representação do Sistema Solar que se propõe realizar não ficará confinada a um edifício, nem mesmo à cidade de Estremoz, antes se irá desenvolver por todo o concelho de Estremoz.
O “Sistema Solar à escala em Estremoz”, www.poloestremoz.uevora.pt/cienciaCidade, será por isso um instrumento pedagógico ímpar cuja importância ultrapassa em muito a região do Alentejo. Com efeito, o facto da representação dos planetas se distribuir por todo o concelho, convida os seus visitantes a deslocarem-se para o conhecer, tornando este Sistema Solar igualmente um importante contributo para o desenvolvimento turístico da região, incutindo, em especial, uma importante vertente científica.
Durante a sessão inaugural as explicações científicas serão apresentadas por alunos do ensino básico do Externato de S. Filipe, de Estremoz, os quais irão orientar uma fantástica viagem que, no dia 1 de Setembro, levará todos os participantes do Sol até Marte. A concentração para esta viagem sobre rodas será no Centro Ciência Viva de Estremoz pelas 18 horas e as bicicletas, trotinetas, skates e outros meios de transporte serão os veículos privilegiados neste trajecto inaugural de cerca de 1 km; mas para quem quiser… há também a possibilidade de prolongar um pouco mais o passeio e ir até Júpiter!!!
Pelas suas características muito específicas de integração da Ciência no dia-a-dia dos habitantes da cidade, e freguesias do concelho, de Estremoz o Centro Ciência Viva de Estremoz escolheu o “Sistema Solar à escala em Estremoz” para fazer a abertura da sua participação no projecto Ciência na Cidade. Este projecto europeu, apoiado pela Ciência Viva, visa integrar a ciência na programação cultural das cidades, tendo como aderentes em Portugal as cidades de Évora, Estremoz, Tavira e Guimarães. Ciência na Cidade está em articulação com outras cidades europeias através do projecto ESCITY (Europe, Science & the City), que tem como objectivo a criação de uma estratégia comum de promoção da cultura científica nas cidades. É importante salientar que a Universidade de Évora é a instituição de ensino superior em Portugal com maior destaque neste projecto, estando profundamente envolvida nas actividades de 2 das 4 cidades portuguesas que neste momento participam neste projecto.
A partir de 1 de Setembro a cidade de Estremoz lança um novo desafio aos seus habitantes e visitantes, estamos todos convidados a descobrir a ciência presente no património, nas paisagens e até na gastronomia. Este inteirar da ciência na vida das pessoas será cada vez mais importante para o desenvolvimento e sustentabilidade da cidade.
O projecto Sistema Solar à escala em Estremoz, conta ainda com a colaboração do Centro de Geofísica de Évora, do Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora e do Departamento de Geociências.
Fonte / Escrito por: Rui Dias | Departamento de Geociências da Universidade de Évora e Centro Ciência Viva de Estremoz


