Escavações em ‘Villa’ romana recomeçam após 20 anos Bartender 20 Agosto

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Os trabalhos arqueológicos na villa romana do Monte da Chaminé, em Ferreira do Alentejo (Beja), parados há quase 20 anos, recomeçam no final deste mês para os arqueólogos continuarem a escavar e estudar o sítio. A historiadora Sara Ramos, uma das responsáveis pelos trabalhos, adiantou hoje à agência Lusa que a sétima campanha arqueológica na «villa», descoberta em 1981 a cerca de três quilómetros a Sul de Ferreira do Alentejo, vai decorrer entre 27 de Agosto e 21 de Setembro.

No terreno, além de Sara Ramos e dos arqueólogos Clementino Amaro e Maria João Pina, os responsáveis científicos da campanha, vão estar estudantes e recém-licenciados em arqueologia, oriundos de várias universidades do país.

A equipa, explicou a historiadora, vai «continuar o trabalho que foi suspenso em 1988», quando, «por indisponibilidade», Clementino Amaro, que descobriu o sítio juntamente com o arqueólogo Manuel Barreto, suspendeu as escavações.

Durante as primeiras seis campanhas, realizadas entre 1981 e 1988, lembrou Sara Ramos, foram colocadas a descoberto e escavadas várias estruturas, que os arqueólogos acreditam «fazer parte do que se pensa ser a casa principal da zona residencial da ‘villa’ romana».

Em anexo a uma das alas residenciais, na zona agrícola da «villa», continuou a historiadora, foram colocadas a descoberto e parcialmente escavadas «estruturas associadas a um possível lagar de azeite, presumivelmente construído na fase do Baixo-Império».

Ao longo da sétima campanha, promovida pelo Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, precisou Sara Ramos, os arqueólogos vão, sobretudo, «continuar as escavações na zona das estruturas do lagar e estudar o espólio que venha a ser recolhido».

Os vestígios encontrados durante as primeiras seis campanhas, entre estruturas e o «vasto e rico» espólio recolhido, parte do qual pode ser «apreciado» no Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, indicou Sara Ramos, «apontam para uma ‘villa’ romana, ocupada desde os inícios do século I até ao século V d.C.».

Sara Ramos adiantou ainda que o museu já candidatou, junto do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, um projecto científico, que, «se for aprovado, vai garantir a continuidade dos trabalhos arqueológicos na “villa”, após o fim da sétima campanha e durante os próximos quatro anos».

O objectivo, vaticinou, «é escavar e estudar toda a ‘villa’ e o espólio recolhido, para, a médio ou longo prazo, transformar o sítio num núcleo do Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, acessível ao público».

Fonte / Escrito por: Lusa/SOL

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