Centro Ciência Viva mostra como combater temperaturas extremas da região 2 Julho
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Um novo Centro de Ciência Viva mostra, a partir de sábado em Bragança, como na combinação entre novas tecnologias e ambiente pode estar a solução para combater o frio dos gélidos Invernos e o calor dos tórridos verões transmontanos. As preocupações ambientais são a temática deste novo espaço concebido a pensar nas características da região de Bragança, com um dos climas mais extremos de Portugal.
O centro de Ciência Viva de Bragança custou 3, 5 milhões de euros, é o 14º de uma rede nacional e será inaugurado sábado pelo ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago.
É constituído por dois edifícios, um antigo moinho recuperado para Casa da Seda e um novo criado a partir de uma antiga central hidroeléctrica, onde funcionará o centro de monitorização e interpretação ambiental.
O Centro está inserido no espaço Polis, junto ao rio Fervença, e o ambiente é o ponto de partida para as diferentes experiências interactivas.
As curiosidades começam na arquitectura, apresentada como inovadora, já que o edifício principal foi pensado para atingir “uma interacção óptima entre a arquitectura e as condições climáticas envolventes”, segundo o gabinete de imprensa da Câmara de Bragança, parceira no projecto.
Enquanto a generalidade da população local necessita de recorrer a aquecimento ou ar condicionado para combater o frio e o calor, neste edifício a climatização é feita a partir de sistemas que aproveitam as condições naturais.
Para aquecer o edifício, sempre que o sol incide sobre a fachada, é feita a captação directa de energia solar térmica e recirculação do ar interior do edifício de uma forma natural, colocando-o em contacto com uma superfície de aço.
O arrefecimento processa-se também a partir da ventilação natural, com a circulação do ar através de aberturas junto ao pavimento, durante a noite.
O espaço dispõe ainda de uma terceira alternativa para as duas soluções (aquecimento e arrefecimento), através de pavimento radiante.
“Um exemplo vivo de uma gestão inteligente dos recurso energéticos” é o resumo do projecto que mostra aos visitantes como tirar partido das energias renováveis, como contrariar o aquecimento global ou se a pegada ecológica de Portugal está dentro dos limites da capacidade do planeta.
Na Casa da Seda é mostrado todo o ciclo desta indústria e das janelas do edifício avistam-se borboletas durante todo o ano, graças a mais uma curiosidade das novas tecnologias.
Fonte / escrito por: © 2007 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.


