Pirilampos atraem 50 investigadores internacionais a Gaia Bartender 20 Junho

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Meia centena de investigadores internacionais reúne-se a partir de amanhã no Parque Biológico de Gaia para participar num seminário sobre pirilampos, abordando questões relacionadas com a sua importância para a ciência e para o equilíbrio ecológico.
O encontro reunirá participantes oriundos dos Estados Unidos, Japão, Itália, Suíça, Tailândia, Reino Unido e Portugal, entre outros países.

A decorrer até segunda-feira, o seminário é organizado pelo Parque Biológico de Gaia e pelo Instituto Belga de Investigação da Natureza e da Floresta.

Segundo o director do parque, Nuno Oliveira, esta é a primeira vez que pessoas de todo o mundo se vão reunir expressamente para discutir este grupo de animais e a sua importância para a ciência. As intervenções dos investigadores serão depois editadas em livro.

A ideia de organizar este seminário surgiu pelo facto de o Parque Biológico de Gaia ter a tradição, desde há vários anos, de abrir as portas ao público durante as noites de Junho para observação de pirilampos.

Esta iniciativa “suscitou a curiosidade de um belga [Raphael de Cock], que manifestou interesse em participar e, palavra passa palavra, algum tempo depois havia já vários investigadores interessados em vir a Portugal”, explicou Nuno Oliveira.

O director do parque destacou a intervenção que a tailandesa Anchana Thancharoen fará, esta sexta-feira, sobre pirilampos e a poluição luminosa (excesso de luz nas cidades), um “tema muito actual”. O excesso de luz artificial impede animais nocturnos que utilizam sinais luminosos, como os pirilampos, de se encontrarem. A luz artificial em excesso inibe a produção de luz nestes animais luminosos.

O japonês Takurou Yasouka vai falar, também na sexta-feira, sobre técnicas de amostragem (captura) de larvas de pirilampos terrestres, usando armadilhas com isco.

No sábado, o belga Raphael de Cock apresentará o inventário dos pirilampos nos países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e o seu lançamento em Portugal.

No Parque Biológico de Gaia existe uma grande população de pirilampos, mas a espécie encontra-se em vias de extinção devido, sobretudo, à poluição.

“São animais muito sensíveis às alterações ambientais, sendo por isso, também, considerados óptimos bioindicadores”, disse Nuno Oliveira, explicando que os pirilampos só sobrevivem em locais com “bom ambiente”.

Fonte / Escrito por: Agência Lusa

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