Empresários de Guimarães criam clube para apoiar novas empresas tecnológicas no Avepark Bartender 19 Junho

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Um grupo de 10 empresários de Guimarães constituiu hoje o “Clube Vima Angels” para apoiar projectos de novas empresas tecnológicas sedeadas no Avepark, Parque de Ciência e Tecnologia das Taipas, disse à Lusa fonte do AvePark. Segundo Carlos Remísio, gestor da infra-estrutura, os membros do clube estão maioritariamente ligados ao sector têxtil e do vestuário.

“São gestores interessados no capital de conhecimento que começa ser incubado na Spinpark, uma empresa ligada à Universidade do Minho e também sedeada no Avepark”, sustentou.

O “Clube Vima Angels” foi hoje apresentado publicamente nas instalações da estrutura, num acto em que participaram Domingos Bragança, da Câmara de Guimarães, Manuel Mota, vice-reitor da Universidade, e Francisco Banha, presidente da Federação de Clubes de Business Angels portugueses.

Carlos Remísio acrescentou que os empresários apenas entram com uma jóia anual para fazer face às despesas do Clube, podendo posteriormente “apoiar financeiramente negócios ou empresas de base tecnológica que produzam protótipos ou novos produtos inovadores”.

O Clube é uma associação empresarial, que funciona numa lógica de capital de risco, embora sem assumir juridicamente essa forma.

“Reunimos um grupo de empresários com grande conhecimento e experiência que pode apoiar o surgimento de novos produtos e a sua introdução nos circuitos comerciais”, salientou.

O “Vima angels” – acrescentou – estará em contacto permanente com as empresas – maioritariamente formadas na Universidade do Minho – que ficarão a ser incubadas, a partir de Julho, na Spinpark, provisoriamente instalada no edifício principal da estrutura tecnológica.

O presidente da Federação de Clubes (FNABA), Francisco Banha disse à Lusa que o clube vimaranense é o sexto a nascer em Portugal, existindo outros em Lisboa, Cascais, Porto, Covilhã e Algarve.

Em criação estão os clubes – que têm quase sempre ligação a universidades ou centros de investigação – de Évora, havendo contactos para um outro em Setúbal.

Revelou que o conceito de “business angels” nasceu nos Estados Unidos, onde há 400 mil clubes – tendo-se espalhado para o Reino Unido – existem 50 mil – e para França, onde funcionam quatro mil.

Francisco Banha frisou que os clubes não “integram pessoas ricas”, pois são constituídos de gente com experiência profissional, gosto pelo risco e pela inovação.

“Hoje as novas grandes empresas mundiais são criadas a partir de uma ideia e com pouco capital”, sublinhou, dando como exemplo a “Amazon.com”.

O Avepark, que abre em Outubro, está projectado para acolher, no prazo de 10 anos, 200 empresas tecnológicas.

Carlos Remísio adiantou que a instalação das empresas, a concluir num prazo de 10 a 15 anos, permitirá a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores, que assim se fixarão na região do Minho.

O parque tem como suporte natural a Universidade do Minho e está instalado em 80 hectares de terrenos nos arredores da vila das Caldas das Taipas, em pleno Vale do Ave.

O Avepark, que acaba de receber um subsídio governamental de 3,2 milhões de euros, é uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, com 51 por cento do capital, pela Universidade do Minho, a Associação Industrial do Minho e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto (com 15 por cento, cada) e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães, com quatro por cento.

O investimento total em infra-estruturas e no chamado edifício central – já terminado – atinge os 10 milhões de euros, verba a que se somam alguns milhões, do valor dos terrenos, doados pela Câmara.

© 2007 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.

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