Incubadora de empresas arranca em Outubro no Avepark 2 Maio
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A incubadora de empresas Spinpark, que está a construir um edifico no Avepark – Pólo de Ciência e Tecnologia de Guimarães, arranca em Outubro com 10 empresas na área da investigação científica e serviços, disse à agência Lusa o seu gestor.
Segundo Avelino Pinto, as empresas que se instalarão na Incubadora, maioritariamente oriundas de ex-alunos e docentes da Universidade do Minho, actuam nas áreas das biotecnologias, nanotecnologias, automação e electrónica, têxteis técnicos, novos materiais, tecnologias de informação e saúde.
O edifício da Incubadora – adiantou – estará pronto em Janeiro de 2008, custando três milhões de euros.
Nos três meses que medeiam entre a abertura, agendada para 12 de Outubro, e a conclusão do edifício, as empresas funcionarão no edifício central da estrutura.
Quando estiver concluído, o edifício estará preparado para receber um total de 30 empresas, tendo sido concebido de modo a poder crescer no futuro com a junção de novos módulos, caso tal se justifique.
A Spinpark, pertença da associação com o mesmo nome saída da empresa da Universidade, SpinValor, SA, será uma das peças-chave do AvePark, Parque de Ciência e Tecnologia das Caldas das Taipas, em Guimarães, que está projectado para acolher, no prazo de 10 a 15 anos, 200 empresas tecnológicas.
A instalação das 200 empresas no Avepark, permitirá a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores, que assim se fixarão na região do Minho.
O Parque tem como suporte natural a Universidade do Minho e está instalado em 80 hectares de terrenos nos arredores da vila das Caldas das Taipas, em pleno Vale do Ave.
O AvePark, que acaba de receber um subsídio governamental de 3,2 milhões de euros, é uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, com 51 por cento do capital, pela Universidade do Minho, Associação Industrial do Minho e Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto, com 15 por cento cada, e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães, com quatro por cento.
O investimento total em infra-estruturas e no chamado edifício- central – já terminado – atinge 10 milhões de euros, verba a que haverá que somar alguns milhões de euros do valor dos terrenos doados pela Câmara, Avelino Pinto sublinhou que em 2007 ficarão concluídos os edifícios da Incubadora, do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa e de um Centro de Investigação em Nanotecnologias da Universidade do Minho.
Acrescentou que a incubadora acolherá as empresas durante três anos, período em que beneficiam de apoio logístico e de serviços, de forma a terem êxito.
Os projectos aceites são antecedidos de um período de análise e preparação – em termos de gestão e viabilidade – sendo apoiados por um fundo de capital de risco em que entram entidades portuguesas e uma da Galiza, Espanha.
As jovens empresas que se fixarão na Spinpark terão um efeito positivo na concepção e fixação de quadros na região e na criação de valor acrescentado para o país.
Para tal, beneficiam de uma rede de infra-estruturas básicas, com destaque para a de fibra óptica, ligada quer ao campus de Guimarães da Universidade quer à rede de computação científica nacional.
“A médio prazo o trabalho da incubadora será benéfico para o próprio Parque de Ciência, na medida em que facilita a fixação permanente de novas empresas de base tecnológica”, sublinhou.
O mesmo sucederá na criação de sinergias com a própria investigação aplicada da Universidade do Minho, já que possibilita a manutenção de fluxos de conhecimento nos dois sentidos.
“Pretende-se criar um meio favorável à incubação, reduzindo o risco e criando condições para a sobrevivência de projectos tecnológicos”, referiu.
Fonte / Escrito por: Agência LUSA


