Empresas de energia vão aumentar em 50 pc investimento em investigação Bartender 26 Abril

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Sete empresas portuguesas do sector energético comprometeram-se a aumentar em 50 por cento o seu investimento em investigação, no âmbito de um acordo com o Programa MIT-Portugal, anunciou hoje o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).  De acordo com um comunicado da tutela, “as mais importantes empresas portuguesas do sector energético vão subscrever contratos de afiliação ao programa Portugal-MIT, multiplicando assim o seu impacto económico e social”.

No âmbito desses contratos, as empresas comprometem-se a que as suas despesas internas em Investigação e Desenvolvimento (I&D) aumentem 50 por cento no período de 2007 a 2011.

Assumem também o compromisso de estimular o registo internacional de patentes, garantindo que conseguirão duplicá-lo até 2009, relativamente aos valores registados a nível internacional em 2005, acrescenta o comunicado do MCTES.

Outra das apostas destas empresas do sector da energia é a de duplicar também o seu envolvimento em projectos de investigação no âmbito do Programa Quadro europeu de I&D.

Segundo a nota do ministério, as companhias em causa assumem ainda o compromisso de contratar doutorados em proporções semelhantes “às melhores práticas internacionais”, garantindo 30 novos contratos de doutores até ao final de 2009, assim como 40 novos contratos de especialistas nos próximos cinco anos, nomeadamente no âmbito dos especialistas a formar no contexto do Programa MIT-Portugal.

Deverão também assegurar um número mínimo de dez inscrições anuais dos seus quadros nos programas de formação avançada em “Sistemas Sustentáveis de Energia”, em curso no âmbito do Programa MIT- Portugal.

As empresas envolvidas – a EDP, a EFACEC, a GALP, a MARTIFER, a REN, a AGNI e a DEIMOS – assinarão um acordo com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estendendo a actividade em curso de afiliação industrial ao Programa MIT-Portugal.

Esta iniciativa vem juntar-se à do grupo de dez empresas do sector automóvel que aderiu a este programa na altura do seu lançamento, a 11 de Outubro de 2006.

Na altura, essas empresas comprometeram-se também a duplicar o seu investimento em I&D até ao final de 2009, a contratar 30 doutores até ao final de 2009 e 60 especialistas nos próximos cinco anos, a estimular o registo internacional de patentes e a duplicar o seu envolvimento em projectos de investigação no âmbito do Programa Quadro europeu de I&D.

A Agência Ciência Viva será também afiliada, assegurando a divulgação do Programa MIT-Portugal junto das camadas mais jovens da população, bem como de um conjunto de acções inovadoras de promoção da ciência e tecnologia e de estímulo à sua compreensão pública.

O objectivo é reforçar as acções de divulgação junto das camadas mais jovens da população, nomeadamente das escolas, e enquadrar um conjunto de iniciativas “inovadoras de atracção de novos públicos para a engenharia, assim como de estímulo à compreensão pública da ciência e tecnologia”, acrescenta o comunicado.

Esta cerimónia de afiliação ao Programa MIT-Portugal, na sequência da segunda reunião do respectivo conselho de administração, decorre hoje à noite no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com a participação de dirigentes e investigadores do MIT.

O acto conta com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, assim como do chanceler do MIT, Philip Clay, e do director da Escola de Engenharia, Thomas Magnanti.

O MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) é um centro universitário de educação e pesquisa norte-americano com o qual Portugal assinou um acordo de cooperação direccionado, sobretudo, para as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e gestão, envolvendo universidades, empresas, laboratórios associados e estatais.

Fonte / Escrito por: Agência LUSA

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