PM assegura que investimento será 1% da riqueza nacional em 2009 21 Abril
Comments Off
O primeiro-ministro, José Sócrates, assegurou ontem, no Porto, que, no final desta legislatura, o investimento em ciência e investigação será de “um por cento da riqueza nacional”, dando cumprimento à promessa feita no programa de governo.
“No final desta legislatura, um por cento da riqueza nacional será investido em investigação e desenvolvimento, honrando o nosso compromisso”, frisou Sócrates, na cerimónia que assinalou o lançamento do concurso internacional para a contratação de 1000 investigadores doutorados por instituições científicas portuguesas.
Este concurso, segundo Sócrates, “dá cumprimento a uma das propostas mais ambiciosas do programa de governo e do plano tecnológico”.
“Estes mil investigadores vão contribuir para que Portugal se afirme na área científica como país que se quer integrar no conhecimento global”, afirmou.
O primeiro-ministro recordou que o actual governo tem vindo a fazer uma “aposta forte” nesta área e garantiu que “esta política é para continuar”.
Num discurso que repetiu quase na íntegra o que proferiu quarta-feira na Alfândega do Porto, na cerimónia de assinatura de um acordo com a Sociedade Fraunhofer, José Sócrates salientou que “não há receita mágica para o crescimento económico, mas nenhum país teve sucesso sem investir na qualificação do seu povo”.
Dirigindo-se aos jovens investigadores presentes no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), onde decorreu a cerimónia, Sócrates considerou que “este é o Portugal moderno que devia ser mais conhecido dos portugueses”.
“É neste Portugal que queremos apostar, o Portugal inovador, que não tem medo da concorrência internacional e que é força de desenvolvimento”, afirmou.
Por seu lado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, salientou que o concurso internacional hoje lançado “é certamente uma das mais importantes medidas tomadas em Portugal para estimular e reforçar o desenvolvimento científico”.
Nos termos do concurso internacional, disponível a partir de hoje na Internet e na imprensa nacional e internacional, os doutorandos a contratar, nacionais ou estrangeiros, devem ter pelos menos três anos de experiência e produção científica relevante pós- doutoramento.
O júri de cada concurso deverá integrar especialistas de indiscutível reputação e cientistas exteriores à instituição, incluindo especialistas de instituições científicas de outros países.
Actualmente, estão seleccionadas 60 instituições em todo o país, que vão disponibilizar um total de 629 vagas.
As instituições com mais vagas são a Universidade do Minho (62), Universidade de Lisboa (61), Instituto Superior Técnico (59), Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (44), Universidade de Aveiro (44) e Instituto de Tecnologia Química e Biologia (32).
O Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (12), o Instituto de Biologia Molecular e Celular (11), o Centro de Neurociências e Biologia Celular (8) e o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (4) são outras das instituições seleccionadas para este concurso.
Na intervenção que proferiu na cerimónia de lançamento deste concurso, Mariano Gago destacou a dinâmica que caracteriza actualmente as instituições científicas portuguesas, revelando que “nos últimos dois anos, o número de investigadores doutorados aumentou 1.678, atingindo 10.140 em Dezembro de 2006″.
Fonte / Escrito por: Agência Lusa


