Universidade de Aveiro identifica proteínas envolvidas na falta de mobilidade dos espermatozóides 22 Março
Comments Off
No Dia do Pai, cientistas da Universidade de Aveiro revelaram uma investigação que poderá ajudar alguns homens com problemas de fertilidade a concretizarem o sonho da paternidade.
Há funções nunca antes descritas da proteína PP1, envolvida na falta de mobilidade dos espermatozóides, que podem ajudar a perceber segredos não revelados sobre este problema.
“A infertilidade afecta um número crescente de indivíduos, pensando-se que defeitos na mobilidade do esperma sejam um factor importante em muitos casos. Novas abordagens bioquímicas e moleculares têm revelado importantes detalhes do controlo da mobilidade dos espermatozóides e da infertilidade, em várias espécies de mamíferos. Assim, o foco principal da nossa investigação tem incidido sobre o papel que a proteína PP1 tem na integração das acções de diversos mediadores na modulação da mobilidade dos espermatozóides e na infertilidade”, diz a equipa num comunicado da universidade.
“Temos vindo a desenvolver um trabalho de caracterização da regulação bioquímica das suas funções, nomeadamente ao nível das bases moleculares da mobilidade do esperma em relação a complexos de sinalização de PP1 e ao seu papel na infertilidade. Em experiências que já realizámos, verificamos que substâncias inibidoras de PP1, aumentam dramaticamente a mobilidade dos espermatozóides. Por isso, acreditamos que o que acontece ao longo do seu trajecto desde o canal reprodutor masculino para o feminino está relacionado com a actividade da PP1″, concluem os investigadores.
Estas novidades podem abrir caminho à descoberta de novos fármacos na luta contra a infertilidade masculina ou até, vaticina a equipa, na descoberta de contraceptivos orais masculinos não baseados em hormonas.
A infertilidade masculina afecta 25 por cento dos homens em idade fértil e a falta de mobilidade dos espermatozóides é uma das situações mais frequentes entre estes casos.
A equipa de Edgar Cruz e Silva, do laboratório transdução de sinais do centro de biologia da Universidade de Aveiro, já tinha descoberto algumas pistas inovadoras em relação a este problema masculino. “Descobrimos que existem outras proteínas, reguladoras da PP1, que, provavelmente, serão o alvo terapêutico mais adequado para abordar estes problemas. Algumas destas proteínas, previamente desconhecidas, foram descobertas e caracterizadas na UA”, diz sobre os primeiros passo do trabalho no sentido de descobrir as razões moleculares da infertilidade.
Fonte / Escrito por: Público.pt


