Ministro quer Universidade do Texas no laboratório de nanotecnologias Bartender 5 Março

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior desafiou a Universidade do Texas em Austin (UTAustin) a associar-se à parceria entre Portugal e Espanha para a criação de um laboratório internacional de nanotecnologias em território português.  O convite foi feito no discurso de encerramento da cerimónia de assinatura do programa de colaboração entre o Estado Português e a UTAustin.

Sublinhando que a UTAustin tem um papel relevante na rede de nanotecnologias nos Estados Unidos, Mariano Gago aproveitou a ocasião para falar da parceria existente entre Portugal e Espanha nesse domínio e convidar os responsáveis norte-americanos a aderir.

“O Estado português e o Estado espanhol decidiram em conjunto a criação de um laboratório internacional de ciência no domínio das nanotecnologias que se está a instalar neste momento em território português com cientistas de todo o mundo”, disse o ministro.

Mariano Gago adiantou depois que aquela parceria “está aberta a parceiros de todo o mundo” e, aproveitando a experiência da UTAustin no âmbito das nanotecnologias, convidou os responsáveis a juntarem-se ao projecto.

A UTAustin já tinha manifestado anteriormente interesse em criar em Portugal um centro de investigação na área das nanociências e tecnologias e promover a colaboração entre este futuro laboratório e os sectores académico e industrial.

Este projecto consta do relatório da UTAustin sobre a avaliação do potencial para a colaboração com instituições universitárias e de investigação portuguesas, que precedeu o acordo hoje assinado.

No discurso final desta cerimónia, o ministro da Ciência considerou que o acordo hoje firmado entre o Estado português e a UTAUstin abre um novo capítulo na história da investigação e da formação pós-graduada.

Mariano Gago começou por sublinhar que aquele era o “terceiro grande acordo de parceria internacional no âmbito do ensino superior”.

“Trata-se de um elemento central para a internacionalização do nosso sistema de ensino superior e ciência”, afirmou, salientando a necessidade de “associar a capacidade organizativa ao realismo, ou seja, concretizar a competência em realidade”.

Para o ministro, com estes acordos de parceria internacional, deverão ser resolvidos alguns “problemas de difícil resolução no quadro estrito do país”, como a relação entre investigação científica, ensino superior e empresas.

Na prática, isto irá traduzir-se numa inter-relação entre a investigação fundamental, o ensino pós-graduado e a investigação empresarial.

Estas parcerias constituem para Mariano Gago um “orgulho”, na medida em que representam a “possibilidade de começar a reconstruir a geografia nacional da formação pós-graduada e da investigação”.

Contudo, o ministro frisou que “o difícil está para vir”, uma vez que o grande “grau de dificuldade consiste em cumprir o que está escrito, mas que é fundamental cumprir”.

A parceira com a UTAustin insere-se no conjunto de acções que o Governo está a desenvolver com instituições internacionais e que teve início com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e com a Universidade de Carnegie Mellon (CMU).

Fonte/Escrito por:  Agência LUSA

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