Português entre cientistas que revelam evolução morfológica dos primeiros europeus 18 Janeiro
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Os primeiros seres humanos modernos que chegaram da Africa há 40 mil anos continuaram a evoluir através do contacto com os Neandertais, revelou um estudo elaborado por vários cientistas, entre eles um investigador português da Universidade de Lisboa.
O estudo, publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciencies”, foi elaborado por um grupo de cientistas europeus e norte-americanos, entre os quais o arqueólogo português João Zilhão, professor do Departamento de Arqueologia da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e professor auxiliar do Instituto de Arqueologia da Universidade de Lisboa.
Os cientistas compararam os traços físicos nos restos de crânios dos primeiros seres humanos modernos, encontrados em 2003 na caverna “Petera Cu Oase”, no Sudoeste da Roménia, com outras amostras do mesmo período Plistocénico.
Segundo o estudo, as diferenças entre os crânios sugerem “uma complexa dinâmica demográfica, à medida que os seres humanos modernos se dispersavam na Europa”.
O estudo indica que os fósseis comparados – fragmentos cranianos e de uma mandíbula – têm mais ou menos a mesma idade (35 mil a 40.500 anos, respectivamente) e constituem o conjunto craniano do ser humano moderno mas antigo jamais encontrado na Europa, assim como a melhor prova da sua aparência física.
FONTE: Lusa


