Instituições estrangeiras interessadas em superinstituto no Porto Bartender 13 Dezembro

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O projecto de criação de um grande pólo de investigação sobre Ciências da Saúde no Porto está a consolidar-se e a interessar instituições nacionais e estrangeiras, disse hoje à Lusa um dos promotores da iniciativa.  O pólo vai chamar-se Instituto de Investigação e Inovação em Saúde e terá como acrónimo I3S, em que o “3″ significa potência e se refere ao mesmo tempo aos três I do nome e aos três institutos das áreas da medicina, Biologia e Biot ecnologia cujas sinergias se propõe juntar (IBMC, INEB e IPATIMUP). “Essa consolidação passa, para já, pela acentuação da prática do concur so de grupos das três instituições a projectos de investigação nacionais e inter nacionais e pelo reforço dos três institutos em programas doutorais na área da B iomedicina”, afirmou o professor Manuel Sobrinho Simões.

Como exemplos desses programas, o director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da universidade do Porto (IPATIMUP) referiu o GABBA, que ca da vez recruta mais estudantes de doutoramento estrangeiros e a preparação de um programa de pós-graduação em Nanomedicina, que terá como “pivot” o INEB (Instit uto de Engenharia Biomédica). Para Mário Barbosa, director do INEB, a ideia do “I” elevado à potência 3 no nome I3S significa que “os três institutos potenciam as capacidades de cad a um isoladamente”. Sobrinho Simões afirma que desde o anúncio do projecto tem vindo a sent ir um “movimento de interesse” de vários centros e institutos nacionais e estran geiros, interessados em saber como se poderão associar a ele.

Isso corresponde “ao que foi sempre um dos nossos objectivos, isto é, s ervir de núcleo fundador de uma rede mais vasta”, como “elemento estruturante de um futuro pólo de competitividade em Ciências da Saúde”.

Segundo Sobrinho Simões, Prémio Pessoa de 2002, a ideia de criar este ” núcleo duro” representa o corolário natural do desenvolvimento da articulação já existente entre os três institutos.

A passagem dessa articulação para um consórcio e a constituição de uma única instituição “permitirá obter ganhos significativos em termos de massa crít ica e de sinergias, no lançamento de programas em domínios como a Medicina Regen erativa e a Saúde Pública”, assinalou.

A proposta de constituição dessa nova estrutura – que passaria a ter ma is de 500 investigadores, 230 dos quais doutorados – será submetida para avaliaç ão no âmbito do Programa Quadro da União Europeia e Sobrinho Simões não tem dúvi das sobre o êxito do projecto.

Alexandre Quintanilha, director do IBMC (Instituto de Biologia Molecula r e Celular), outros dos impulsionadores do projecto, referiu à Lusa que as três instituições irão contratar um grupo externo para estudar as características da sua inserção no terreno, de modo a torná-lo mais competitivo a nível internacio nal.

“Esse grupo externo e internacional deverá começar a trabalhar no iníci o de 2007 para nos ajudar a identificar com mais precisão as áreas de investigaç ão e de concentração para o futuro”, afirmou.

Questionado sobre se o “I3S” se centraria na área da Medicina Regenerat iva, e em particular nas doenças do envelhecimento, Alexandre Quintanilha consid erou “prematuro” elaborar sobre esse assunto antes de o grupo de peritos fazer a sua avaliação.

As questões relacionadas com o envelhecimento são há muito tempo estuda das nos três institutos, em vários grupos, mas “tudo o que tem sido dito são ide ias possíveis”, afirmou.

Segundo Mário Barbosa, a identificação das doenças do envelhecimento co mo possível área prioritária “reflecte a nossa convicção de que já temos trabalh o a mostrar, mas queremos fazer mais e melhor”.

Mais do que tratar a osteoporose, as doenças cardiovasculares ou o canc ro, ligadas ao envelhecimento, importa “contribuir para a compreensão dos mecani smos biológicos que levam ao aparecimento dessas doenças, para melhor as diagnos ticar, prevenir e tratar”, sublinhou.

Mas “só num contexto de intensa colaboração internacional, aproveitando as ligações que os três institutos têm em todo o mundo, será possível encontrar soluções para esses problemas”.

Agência LUSA

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