Lisboa vai ter estufa de criação de borboletas europeias 12 Novembro
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A primeira estufa de criação de borboletas comuns da fauna europeia, o Lagartagis, vai ser inaugurada hoje no Jardim Botânico da Faculdade de Ciências, em Lisboa.
No ano passado arrancaram as experiências de criação de borboletas em cativeiro. A estufa começou a ser montada em Maio deste ano e conta com o trabalho de cinco pessoas a tempo inteiro, disse Patrícia Pereira, bióloga do Tagis–Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, responsável pelo Lagartagis.
Nos 220 metros quadrados de jardim mediterrânico está todo um ciclo de vida. “Aqui acasalam, põem ovos, nascem os ovos, crescem, passam a crisálidas e depois a adultos”, explica.
O jardim está organizado em vários canteiros, cada um com espécies de plantas que servem de alimento a espécies de borboletas diferentes. “Temos aqui cem espécies de plantas, as necessárias para acolher cem espécies de borboletas”, disse.
“Como esta é a primeira estufa a fazer criação das espécies mais comuns, mas menos estudadas, não temos a quem pedir conselhos. Apenas existem estufas para espécies exóticas ou jardins exteriores”, nota Patrícia Pereira.
Dentro das redes da estufa, as maiores ameaças são as aranhas, a chuva e o frio. Lá fora é a destruição dos habitats que mais preocupa. Das 135 espécies de borboletas diurnas existentes em Portugal – uma diversidade que a bióloga considera “muito razoável” –, as mais ameaçadas são a Maculinea alcon e a Melitaea aetherie.
Ao fundo da estufa foi construído um laboratório climatizado com 40 metros quadrados, onde estão crisálidas e lagartas.
“Isto não é uma exposição bonitinha, para se ver uma vez. É algo dinâmico, que vai ajudar a conhecer melhor a biologia das borboletas”, disse a bióloga . O Tagis quer centralizar o conhecimento e as pessoas que estudam estas espécies e promover a criação de jardins para borboletas nas escolas do país.
A inauguração marca o Dia do Jardim Botânico, criado há três anos para chamar pessoas àquele espaço, que já tem quase 130 anos.
FONTE: Público


