Empresas de biotecnologia devem manter “relação umbilical” com o meio científico Bartender 12 Novembro

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O ministro da Ciência, Mariano Gago, manifestou-se hoje optimista quanto ao desenvolvimento do sector empresarial na área da biotecnologia, considerando essencial que as empresas do ramo mantenham “uma relação umbilical profunda” com o meio científico.

“Houve sucessiva formação nesta área e há uma longa experiência de contactos internacionais, o que vai permitir o desenvolvimento do sector empresarial na área da biotecnologia”, afirmou o ministro, ao intervir no I Encontro Nacional de Empresas de Biotecnologia (Biomeet 2006), que decorre no Biocant Park, em Cantanhede.

Mariano Gago considerou fundamental, “e absolutamente central”, que as empresas biotecnológicas mantenham e alarguem a base científica em que se apoiam e continuem com o esforço de investigação em inovação e desenvolvimento.

“As perspectivas agora são boas, diria mesmo óptimas, dada a taxa de expansão que o sector vai ter, mas associem-na à vossa origem e à origem científica, que tornou possível chegarmos aqui e sustentar este crescimento”, exortou o titular da pasta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O ministro evocou o exemplo das empresas de tecnologias de informação e comunicação que “cresceram mais depressa” do que as congéneres do ramo biotecnológico e explicou esse sucesso com “a relação umbilical muito forte” que as primeiras mantiveram com a comunidade científica.

Organizado pela Associação Portuguesa de Bioindústrias (APBio), o encontro visou discutir o estado da biotecnologia portuguesa, o papel do capital de risco no seu financiamento e as oportunidades no âmbito do acordo MIT/Portugal.

“A biotecnologia é um sector muito complicado do ponto de vista do investimento”, salientou o presidente da APBio, Luís Barros, explicando que os projectos exigem fundos avultados, a taxa de mortalidade é grande e o tempo de retorno longo.

No entanto, adiantou, “além da PME Investimento, estão a aparecer outras sociedades de capital de risco que se apercebem do potencial do sector, porque há capital humano muito bom”.

Para o presidente da APBio, a especialização e concentração em áreas como a saúde e o ramo agro-alimentar representa uma boa estratégia em Portugal.

Em Portugal há cerca de 45 empresas de base biotecnológica, que empregam quatro centenas de trabalhadores.

Até 2005, o sector fez investimentos na ordem dos 12 milhões de euros, sendo que metade do montante foi investido no ano passado.

FONTE: Agência Lusa

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