Ministro da Ciência quer mais investimento e menos despesa corrente 26 Outubro
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O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior defendeu ontem a necessidade de haver maior investimento público na ciência e tecnologia, em detrimento das despesas correntes da área em que governa.
Mariano Gago, que falava perante as comissões paramentares de Orçamento e Finanças e Educação, Ciência e Cultura, considerou que, para fomentar o desenvolvimento da actividade empresarial, é preciso reforçar o investimento público em pessoas capazes para fazer investigação.
Na intervenção inicial que fez perante os deputados das duas comissões, o ministro referiu que o orçamento do seu ministério mostra que as prioridades nesta área têm em conta a necessidade de contribuir para a contenção das despesas de funcionamento, que, globalmente, sofre uma redução de 3,4 por cento.
Para Mariano Gago isso tem que ser feito sem pôr de parte “o cumprimento escrupuloso” do desenvolvimento científico e tecnológico que faz parte do programa do Governo. “O compromisso com a ciência mantém-se e os seus objectivos são reafirmados neste orçamento e são definidos os instrumentos para a sua concretização”, disse.
Perante inúmeras críticas dos deputados da oposição às opções orçamentais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o ministro contestou os cortes orçamentais às instituições de ensino superior com a necessidade de combater o desperdício e a desorganização.
Para o ministro, esta necessidade insere-se no esforço de reorganização da Administração Pública portuguesa que o Governo tem em curso.
Mariano Gago contestou também as críticas dos deputados de que as verbas para a acção social escolar vão cair, afirmando que, nomeadamente, para as bolsas, o orçamento prevê uma subida de 9,7 por cento.
O deputado do PSD Agostinho Branquinho questionou o significado do número do investimento público na área da ciência, sublinhando que o importante será verificar a execução orçamental.
O mesmo deputado afirmou que até ao final de Setembro a execução orçamental de 2006 do Ministério da Ciência foi apenas de 41,4 por cento.
O ministro contestou esta afirmação, referindo que a execução do orçamento da Fundação para Ciência e Tecnologia está em 92 por cento e salientou que este é o organismo único financiador.
FONTE: Agência Lusa


