Governo dos Açores apoia contratação de investigadores para centro de climatologia Bartender 19 Outubro

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O Governo Regional dos Açores vai apoiar a contratação de novos investigadores para o novo Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais da universidade local, através do financiamento de duas bolsas de pós-doutoramento.
Hoje foi formalizado um protocolo entre a direcção regional da Ciência e Tecnologia e a universidade açoriana, que prevê a contratação de novos investigadores que vão desenvolver as suas actividades nos domínios da meteorologia e da climatologia.

O acordo contempla uma comparticipação financeira anual de 41.880 euros, renovável até ao limite máximo de dois anos, contemplando a atribuição anual de 20.940 euros por bolsa, valor calculado com base na definição de um subsídio mensal por bolseiro de 1745 euros.

A medida pretende apoiar a formação de recursos humanos especializados em áreas de interesse prioritário para a região e criar condições para atrair investigadores de mérito para o arquipélago e promover a excelência científica, refere o protocolo.

Na ocasião foi assinado igualmente um outro protocolo para reequipamento científico do centro de climatologia, no valor de 88 mil euros.

O director regional da Ciência e Tecnologia sublinhou que, em dois anos, o investimento do governo regional ultrapassa os 4,5 milhões de euros destinados às áreas da investigação e desenvolvimento.

Esse investimento, no âmbito do Plano Integrado para a Ciência e Tecnologia, refere-se a apoios a actividades de funcionamento, recrutamento de investigadores, reequipamento científico e à dinamização de diversos projectos de investigação, explicou João Luís Gaspar.

O reitor da Universidade dos Açores defendeu que a investigação nas universidades tem que ser cada vez mais uma tarefa colectiva, devendo desenvolver-se, sobretudo, em centros que estejam sujeitos “a uma avaliação externa regular”.

Segundo Avelino Meneses, esta é uma condição indispensável para a conquista de crédito e obtenção de maior financiamento, alegando que em Portugal, onde a iniciativa privada “peca muitas vezes por debilidade, o poder político tem de suprir muitas carências”.

“Na região, o incremento da investigação científica depende muito do apoio oficial, neste caso do governo regional”, afirmou o reitor da academia açoriana, para quem os financiamentos governamentais servem, também, para relembrar “a uma tutela mais distante, por vezes menos desperta, que as singularidades da região exigem soluções próprias”.

O centro situa-se no pólo da Terra Chã, na ilha Terceira. As suas actividades passam pela previsão do estado do tempo e da agitação marítima e pela monitorização climática.

FONTE: Lusa , PUBLICO

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