Institutos de Investigação aspiram a juntar sinergias no Norte Bartender 13 Outubro

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Três institutos do Porto ligados às áreas da Medicina, Biologia e Biotecnologia aspiram a converter-se no núcleo de uma rede de instituições de investigação em Ciências da Saúde na Região Norte destinado a potenciar sinergias.  Manuel Sobrinho Simões, um dos defensores do projecto, disse à agência Lusa que “a ideia surgiu há um par de anos e representa o corolário natural do desenvolvimento dos três institutos”.

A associação do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), de que é director, o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e o Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) tem já expressão num programa de articulação entre as três instituições – assinalou.

Essa coordenação prevê a partilha de equipamentos pesados, o concurso articulado a projectos de investigação nacionais e internacionais, e programas comuns de divulgação científica e de ensino pós-graduado.

Na perspectiva deste vencedor do Prémio Pessoa (2002) pela sua actividade na área da investigação científica, “a passagem da associação actual para um consórcio e a constituição de uma única instituição permitirá obter ganhos significativos em termos de massa crítica e de sinergias”.

Isso porque “a nova estrutura passará a contar com mais de 500 investigadores, 230 dos quais doutorados” – assinalou.

Este “núcleo duro”, disse ainda, serviria de âncora a outras instituições públicas e privadas de investigação, desenvolvimento tecnológico e/ou prestação de serviços em áreas relacionadas com a saúde, e permitiria lançar programas em domínios como a Medicina Regenerativa e a Saúde Pública.

A proposta de constituição deste novo “superinstituto” vai ser submetida para avaliação no âmbito do Programa Quadro da União Europeia e Sobrinho Simões não tem dúvidas sobre o êxito do projecto.

“Estamos tão convencidos da bondade do projecto, sobretudo se formos avaliados pelo que já demonstrámos que somos capazes de fazer e pela solidez do que nos propomos vir a fazer de novo, que não encaramos sequer a possibilidade de insucesso da candidatura”, afirmou.

Referiu ainda que as características e a forma como o projecto se deverá inserir no terreno estão a ser estudadas por um grupo de peritos finlandeses de nível mundial, com o apoio da Comissão de Coordenação da Região Norte.

“A proposta desse grupo será por sua vez avaliada por um grupo de personalidades nacionais e estrangeiras, de modo a garantir que o projecto faça sentido em termos internacionais”, afirmou.

Segundo Mário Barbosa, director do INEB, pretende-se desse grupo, de que fazem parte João Salgueiro, Daniel Bessa, Luís Portela e António Borges, “uma visão externa e independente dos problemas, desafios e oportunidades” em jogo.

“O que se pretende é atingir novas etapas no processo de articulação em curso há vários anos entre os três institutos”, disse à Lusa Mário Barbosa, salientando que “a construção de espaços comuns é uma questão muito importante a ter em conta”.

Também para Alexandre Quintanilha, director do IBMC, a junção material dos três institutos num novo espaço físico é uma das questões centrais do projecto, como afirmou numa recente entrevista ao semanário “Expresso”.

Agência LUSA

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