Milho transgénico resiste à praga da broca Bartender 29 Setembro

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Centro de Informação de Biotecnologia organizou uma visita a campos de milho  transgénico da região de Elvas, na qual participaram agricultores e  jornalistas. Os agricultores explicaram como esta tecnologia pode ser uma  alternativa na agricultura portuguesa e os motivos pelos quais escolheram  produzir variedades geneticamente modificadas nos seus campos.
Foi visitada uma  propriedade de José Maria Rasquilha, o maior produtor de milho Bt em  Portugal, onde foi possível observar a colheita. Verificou-se a boa qualidade  e homogeneidade do milho produzido, assim como a total ausência da broca  – larvas das espécies Sesamia  nonagrioides e Ostrinia  nubilalis -, uma praga que pode destruir em 20 a 60 por cento a cultura  convencional, em algumas regiões do nosso pais. Segundo o agricultor, a  rentabilidade da produção de milho na região de Elvas pode aumentar para  cerca de 15 a  20 por cento, se forem cultivadas variedades transgénicas, também denominadas  como geneticamente modificadas.

Foi ainda visitado um campo  de Maria do Amparo Barbas com ensaios de variedades transgénicas e  convencionais. Constatou-se o ataque da broca nas variedades convencionais e  o efeito mais notável, neste último caso, foi o número reduzido de linhas de  grãos e a presença de galerias e lagartas nas maçarocas, e o seu reduzido peso  quando comparado com as maçarocas de milho Bt.

Benefícios do Milho Bt

Os agricultores referiram  que alguns dos benefícios da produção de milho Bt são: aumento da qualidade do produto, garantia de  máxima produtividade, redução do uso de pesticidas, redução de custos de  produção, redução de impactos ambientais e benefícios financeiros para os  agricultores.

Segundo  Pedro Fevereiro, presidente do CiB: “Os agricultores deixaram claro que  Portugal não deve rejeitar o uso das variedades de milho geneticamente  modificado, aprovadas pela União Europeia. Mas que, observando os cuidados relativos às particularidades inerentes a esta tecnologia, a mesma deve poder  ser avaliada pelos agricultores em cada região e  implementada no caso dos resultados serem positivos. Os agricultores  referiram também que esta é mais uma das ferramentas disponíveis para  rentabilizarem as suas produções de milho e que a utilização destas  variedades não lhes provoca qualquer dependência das empresas fornecedoras das  sementes geneticamente modificadas.

Ñeste encontro estiveram  presentes os agricultores José Maria Telles Rasquilha, Maria do Amparo  Barbas, Gabriela Cruz, Jos Van Archt e Luís Bulhão.

FONTE: CiB

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