Universidade dos Açores reforça resposta científica a perigos naturais 27 Setembro
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O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores anunciou hoje que dispõe de uma nova plataforma tecnológica para informação e conteúdos sobre perigos naturais, para melhorar a resposta em situações de emergência.
A nova plataforma, considerada pela empresa Microsoft como um “case study”, permitirá processar, armazenar e divulgar dados relativos às diferentes redes de monitorização sismo-vulcânica das ilhas.
A universidade diz trata-se de uma infra-estrutura tecnológica “vital” para o acompanhamento de crises e resposta a situações de emergência” e que assenta numa “complexa” rede de informática e de comunicações, que contou com a participação de diversas empresas regionais.
A plataforma baseia-se numa infra-estrutura de 14 servidores, que concentram os serviços de autenticação e validação de utilizadores, correio electrónico, mensagens instantâneas e gestão de correspondência.
O sistema integra ainda cerca de 50 computadores, através dos quais é feito o tratamento de todos os dados existentes, adiantou o Centro de Vulcanologia da instituição.
Através de um circuito próprio de comunicações, os investigadores e técnicos têm acesso remoto, e em tempo real, às estações de campo e às bases de dados, onde é registada, 24 horas por dia, informação relativa a sismos, libertação de gases e deformação crustal, entre outros elementos.
Permitirá, ainda, através do Centro de Operações de Emergência, “um contacto directo e permanente” dos especialistas com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, bem como a outras entidades regionais e locais.
A nova plataforma permitirá, ainda, difundir à população informação sobre os perigos e riscos associados à sismicidade, vulcanismo, emanações gasosas e movimentos de vertente, num portal especificamente desenhado para o efeito.
Além de permitir o acompanhamento de actividade sismo-vulcânica, o Centro de Vulcanologia destacou ainda a “importante” componente educativa do portal”, cujos conteúdos “estão a ser introduzidos gradualmente”, oferecendo à população a possibilidade de colocarem questões e relatarem ocorrências.
A plataforma resultou da integração de dois projectos com financiamento do FEDER, aprovados pela região no âmbito dos programas comunitários INTERREG III B e PRODESA (Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores).
FONTE: Agência Lusa


