UA cria Plataforma de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Polímeros de Fontes Renováveis 20 Setembro
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O Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO) e o Departamento de Química da UA conceberam a criação de uma Plataforma de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Polímeros de Fontes Renováveis (IDPoR) com vista à produção e à difusão de saber entre a Universidade e as indústrias.
A plataforma foi oficializada recentemente, com a assinatura de um protocolo entre a Universidade de Aveiro e as cinco empresas associadas.
A ênfase que o CICECO e o Departamento de Química pretendem dar com esta iniciativa aos sistemas e materiais de fontes renováveis justifica-se pelo esforço crescente no uso deste tipo de polímeros em substituição dos polímeros derivados de petroquímicos. Esta tendência tem-se acentuado, dado o cenário do aumento do preço do petróleo e da escassez de recursos prevista para os próximos anos. De ressalvar, ainda, o facto de que a transferência de conhecimento do contexto académico para o industrial é muito escassa neste domínio, o que dificulta ainda mais o aumento da competitividade da nossa economia. Não há, pois, uma efectiva cooperação entre a investigação universitária e o sector industrial.
Deste modo, um dos principais objectivos da IDPoR é a compatibilização da investigação fundamental com a resolução de problemas e a difusão em contínuo do saber, orientado de acordo com as necessidades e desafios competitivos de um grupo de empresas organizadas em consórcio com os laboratórios de investigação e os departamentos da Universidade. Nesta primeira fase da IDPoR, as empresas CAIMA, CIN, EURORESINAS e RESIQUÍMICA e o Instituto RAIZ serão os parceiros do CICECO e do Departamento de Química.
Objectivos só possíveis de alcançar graças a um conjunto de factores que o Professor salienta. «A UA está entre as quatro Universidades portuguesas em que a investigação em química está no grupo mundial de instituições que estão no topo 1 por cento na avaliação da investigação que produzem usando os parâmetros habituais de avaliação desta investigação. A investigação em química e a investigação em ciências de materiais são as duas primeiras das quatro áreas que nesta universidade constam nesse ranking, circunstância à qual se acrescenta o facto de se ter vindo a consolidar no CICECO um grupo de investigação nacional em química de polímeros de fontes renováveis. A estes contextos universitários e de investigação associa-se o facto excepcional de no nosso País termos um conjunto muito significativo de empresas competitivas, quer ao nível nacional quer internacional, que valorizam de um modo singular a investigação e desenvolvimento como factor essencial de inovação e competitividade, como são os casos das empresas que se associam neste protocolo».
Perspectiva-se que este projecto piloto conduza a produtos, tecnologias e processos inovadores e competitivos, assim como permita a concepção e a promoção de programas de formação avançada ao nível de mestrado e doutoramento, que conduzam a uma eficaz preparação dos recursos humanos nos domínios empresariais deste consórcio, bem como do País, como refere um dos seus promotores, Professor Júlio Pedrosa.
«Estamos perante um protocolo inovador, que revela um grande sentido do futuro e uma visão muito aberta da cooperação universidade-empresa. Configura objectivos que são raros para este tipo de cooperação. O primeiro deles é desenvolver actividades de investigação em áreas de interesse dos parceiros seleccionados pela UA numa relação muito clara e aberta com os seus parceiros empresariais ou ainda mediante a sua própria solicitação com a possibilidade, nos termos que o protocolo contempla, os resultados dessa investigação serem disponibilizados às empresas que cimentaram este acordo. O segundo objectivo é preparar e lançar um programa doutoral de base empresarial e outros programas de formação avançada que respondam a necessidades existentes e que não estão a ter resposta. Um terceiro objectivo, que já tem o seu trabalho preliminar feito, é ter um sítio na Internet que permita aos parceiros aceder a informações e resultados da investigação que vão decorrer do âmbito deste protocolo».
FONTE: ua_online


