Investigadores portugueses trabalham para que lagosta não falte no prato 16 Agosto
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Muitos dos apreciadores de um bom prato de lagosta nem imaginam que somente um em cada 10.000 ou mesmo 100.000 ovos postos por este crustáceo sobrevive, o que leva investigadores portugueses a estudarem os nutrientes que fortalecem a espécie.
É neste quadro que o Laboratório Marítimo da Guia (LMG), em Cascais, se dedica à investigação de vários crustáceos que tantos apreciam no prato.
Gambas, camarões ornamentais, camarões só de aquário, lagostas, santolas e navalheiras podem ser encontrados em aquários do LMG, onde investigadores se dedicam a aumentar a capacidade de sobrevivência de espécies criadas em aquacultura.
“No caso da lagosta, estamos a estudar o que se passa dentro dos ovos, o que se passa à medida que o ovo se desenvolve para posteriormente simularmos a alimentação e todos os seus perfis nutricionais”, explica Luís Narciso, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador no LMG.
O objectivo é “simular a alimentação natural e melhorar muito a sobrevivência destas espécies, para depois passar essa informação à indústria responsável pela criação destas espécies em aquacultura”, acrescentou.
Pedro Ré, coordenador científico do laboratório, adianta que o LMG se dedica “sobretudo a estudos relacionados com ecologia marinha, com todos os aspectos relacionados com os organismos marinhos que ocorrem na costa portuguesa e não só”.
No âmbito da investigação relacionada com o ordenamento do litoral existem “muitos projectos a decorrer na área da costa portuguesa, sobretudo na região de Tróia”, enquanto a nível internacional investigadores do LMG têm projectos a decorrer na costa de África, acrescenta Pedro Ré.
O LMG pertence à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e foi fundado pelo professor Ricardo Jorge na década de 1930/1940, ganhando no impulso a partir de meados da década de 1970 sob a direcção de Luís Saldanha.
Trabalham actualmente no LMG cerca de 30 pessoas, entre docentes da FCUL, bolseiros técnicos, de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento, investigadores da Fundação para a Ciência e Tecnologia e do Instituto do Mar (IMAR), estudantes das Licenciaturas em Biologia da FCUL e do Programa ERASMUS.
O LMG dispõe de espaços de investigação comuns devidamente equipados, incluindo um laboratório de bioquímica, instalações de cultivo para organismos marinhos e abastecimento de água do mar purificada.
Dispõe ainda de um mini-auditório para aulas e conferências (25 lugares) e seis gabinetes para investigadores.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8255211)


