Investigadores da Universidade de Coimbra produzem software para Agência Espacial Europeia Bartender 27 Julho

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Uma equipa de investigadores em Engenharia Informática da Universidade de Coimbra está a desenvolver para a Agência Espacial Europeia (ESA) um programa que permite simular, em terra, os computadores utilizados no espaço.

O “Protótipo de Emulador de Alta Velocidade” é da responsabilidade do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DEI/FCTUC) e será utilizado com um novo processador (LEO N2), usado em naves espaciais e satélites europeus da próxima geração.

A ESA pretende enviar para o espaço satélites e sondas equipadas com aquele processador mas, segundo uma nota do DEI/FCTUC, defrontou-se com o problema de não possuir computadores suficientemente rápidos que permitam estudar os futuros computadores de bordo sem ter de os construir.

A opção passou por projectar um programa, com a finalidade de estudar, por simulação, os computadores que vão ser lançados no espaço, medida considerada “absolutamente fulcral” pelos investigadores da Universidade de Coimbra

“Estamos a resolver um problema muito real da ESA. A primeira sonda da nova geração vai voar para o espaço já no final do ano. O tempo urge”, afirmou Paulo Marques, coordenador do projecto.

Segundo os investigadores, o protótipo permite estudar, por simulação, os computadores das naves espaçais, dando a hipótese de serem corrigidos eventuais erros antes do lançamento.

“Uma vez em órbita, as possibilidades de reparar um problema que só seja detectado nessa altura são muito reduzidas. Todos os problemas têm de ser detectados e corrigidos antes do lançamento”.

Para que possam efectuar todos os testes necessários, os programas “têm de ser muito rápidos, pois de outra forma não é viável completá-los em tempo útil”.

Além da simular, em terra, os computadores utilizados no espaço, o software é também utilizado para “treinar” os operadores que controlam as sondas e satélites.

“É vital para adquirirem o conhecimento e reflexos necessários para essa tarefa. Assim, quando as sondas e satélites já estiverem no espaço, os operadores já sabem o que fazer”.

Paulo Marques considera “um desafio imenso” o projecto que está a ser desenvolvido para a ESA e acrescenta que representa uma oportunidade para novas colaborações.

“É uma janela de oportunidade que se abre, no sentido de promover um relacionamento estreito entre a ESA e a FCTUC, criando parcerias para novos projectos”.

FONTE: Agência Lusa / Público

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