Trezentos cientistas portugueses assinam parceria pela biodiversidade 30 Junho
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As Universidades de Lisboa e Porto e o Instituto Superior de Agronomia assinaram esta tarde um consórcio para a cooperação em investigação sobre biodiversidade e biologia evolutiva, esforço traduzido na criação da rede InBio.
São 340 os cientistas fundadores da InBio, uma nova rede que quer aprofundar e colmatar vazios no conhecimento sobre a biodiversidade em Portugal.
Pode dizer-se que esta é pioneira porque reúne 200 investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa a outros 110 colegas do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e ainda 30 do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa.
A rede InBio terá uma direcção formal que, a partir de Outubro, vai começar a definir as prioridades de investigação. “Não queremos mudar a autonomia dos investigadores. Vamos, isso sim, criar estruturas e bases de dados de projectos para evitar a sobreposição de trabalhos”, explicou Nuno Ferrand de Almeida, coordenador científico da Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, ao PUBLICO.PT.
A definição de prioridades será concertada ainda com outros agentes, entre eles o Instituto de Conservação da Natureza (ICN, organismo do Ministério do Ambiente) e outras entidades públicas e privadas. “Queremos saber quais as principais necessidades sentidas por esses agentes”, para tentar dar uma resposta. Cumpre-se, assim, um dos grandes objectivos da rede, ou seja, a transferência e o fluir do conhecimento.
“Não vão ficar estudos na gaveta”, prometeu Nuno Ferrand. “Queremos dar-lhes utilidade, para benefício de todos”. E listou várias aplicações, entre elas a segurança alimentar, rastreio de doenças animais emergentes e a gestão mais eficaz da biodiversidade.
O funcionamento da InBio passa por uma reunião anual, seminários temáticos, uma newsletter trimestral e o lançamento de um programa doutoral em biodiversidade e biologia evolutiva, o BIODIV.
FONTE: PUBLICO.PT


