Grupo de Inteligência Artificial UM investiga soluções informáticas 30 Junho
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O grupo de Inteligência Artificial (IA) da Universidade do Minho está a desenvolver soluções nas áreas da bio- informática, análises de bases de dados, medicina à distância, robótica e comércio electrónico, disse hoje à Lusa fonte da IA.
Segundo Pedro Henriques, do departamento de Informática, “a área de inteligência artificial opera no desenvolvimento da operacionalidade daquele sector, mesmo que já existam serviços em funcionamento, como é o caso da “medicina à distância”.
O investigador falava a propósito do Prémio Nacional de Trabalhos de Licenciatura em Inteligência Artificial – “TLeIA 2006″ que acaba de ser instituído pela Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial (APPIA), organismo a que preside.
Pedro Henriques salientou que, na área da “medicina à distância” está em causa “o aumento da capacidade de leitura e do tratamento de imagem de radiografias, tac’s e outros exames, para serem analisados por peritos ou conselhos de médicos”.
Adiantou que, no domínio da bio-informática, a Universidade do Minho estuda o uso da informática “para fazer a leitura e o armazenamento em bases de dados de estruturas genéticas como o ADN ou o genoma humano, que são altamente complexas”.
Sobre a melhoria de métodos de análise multidimensional de bases de dados o investigador frisou que eles “incidem sobre as informações colhidas por grandes empresas ou serviços públicos, como os da electricidade, água, telefones ou outros, ou, ainda, seguradoras, grandes superfícies e empresas comerciais”.
“A aplicação da inteligência artificial, em bases de dados com vários milhões de registos, simplifica as conclusões sobre hábitos de consumo, sazonalidade, entre outros, o que é de grande valia para a tomada de decisões”, referiu.
O Grupo de Investigação – acrescentou – tem, também, operado na área da robótica, sobretudo nos aspectos relacionados com a visão e a interpretação de dados, e na melhoria e incremento do comércio electrónico.
Nesta área – observou Pedro Henriques – “procura-se melhorar a credibilidade e a fiabilidade não só da compra individual na Internet, mas sobretudo criar programas de computador que sejam capazes de dialogar entre si, e resolver uma compra discutindo o preço e as qualidades de um produto”.
“Se um hipermercado detecta quebra do stock de arroz, o computador consulta os fornecedores, avalia o produto, e discute o preço com outro computador do lado de lá”, assinalou.
Sustentou ainda que, no final, compete apenas ao gestor fazer a sua assinatura no processo de compra.
Pedro Henriques garante, a propósito, que Portugal tem vários grupos de qualidade a investigar nesta área nas universidades, sendo a sua competência reconhecida internacionalmente pelos cientistas do ramo.
O prémio agora criado pela APII surge no contexto das comemorações dos 50 anos da Inteligência Artificial e visa distinguir projectos de licenciatura ou de bacharelato de mérito.
“Pretendemos estimular os estudantes de graduação a aumentar o seu interesse pela área, a aperfeiçoar os seus trabalhos e a divulgá- los a nível nacional”, sublinhou, anunciando que o prazo de entrega dos trabalhos termina a 30 de Setembro.
A nova direcção da APPIA é liderada por três professores da Universidade do Minho: Pedro Henriques, Paulo Novais e César Analide.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8128617)


