Projecto europeu permitirá conhecer qualidade da água através da NET 17 Junho
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Os banhistas vão ter possibilidade de saber em tempo real, através da Internet, a qualidade da água das praias antes de saírem de casa, anunciou hoje o Instituto Superior Técnico (IST), ligado ao projecto.
Esse será um dos resultados da concretização, em curso, do projecto europeu INSEA, que visa a utilização em zonas costeiras de informação proveniente de satélites.
O INSEA envolve cinco países europeus e é liderado pelo IST, que coordena o projecto, e pela empresa portuguesa Hidromod, responsável pelo respectivo desenvolvimento.
Um responsável da Hidromod (empresa que desenvolve e aplica “software” técnico em áreas científicas e de engenharia relacionadas com a mecânica dos fluidos), Adélio Silva, disse hoje à agência Lusa que o INSEA funciona como “um modelo de previsão muito seguro”.
“à medida que o projecto avança vai sendo disponibilizada informação na Internet. O público português já pode obter dados, nomeadamente, sobre correntes e qualidade da água no rio Tejo e na praia de Carcavelos”, referiu Adélio Silva.
Essa informação e os relatórios técnicos realizados no âmbito do projecto são disponibilizados nos portais www.mohid.com e www.insea.info.
O INSEA (Data Integration System for Eutrophication Assessment in Coastal Waters) foi lançado em Janeiro deste ano, tem uma duração de três anos e representa um investimento de 2,5 milhões de euros, financiado no âmbito do programa GMES (Global Monitoring for Environment and Security)), uma iniciativa conjunta da ESA (European Space Agency) e da União Europeia (UE).
“O projecto tem por objectivo principal desenvolver metodologias que permitam integrar dados provenientes de sistemas de observação remota (satélites da ESA), medidas locais e modelos matemáticos, de forma a produzir informação em tempo real sobre qualidade das águas em zonas costeiras, incluindo as praias”, segundo o IST.
Ao longo dos últimos anos, a UE e a ESA fizeram “investimentos significativos” na promoção de sistemas de previsão oceânica de grande escala e no lançamento de satélites para observação da Terra que medem os níveis da água, a temperatura, a concentração de clorofila e de sedimentos em suspensão nos momentos de passagem do satélite.
A concretização do INSEA envolve um consórcio de instituições do Reino Unido, França, Holanda, Grécia e Portugal, cujos responsáveis vão analisar segunda-feira próxima, em Lisboa, o trabalho desenvolvido nos primeiros seis meses de execução do projecto.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8088189)


