Centro Ciência Viva reabre ao público com nova exposição dedicada ao mar Bartender 7 Junho

Comments Off

Observar a formação de um tornado e perceber o fenómeno do Triângulo das Bermudas são experiências que podem ser vividas na nova exposição do Centro de Ciência Viva do Algarve (CCVA), que reabre quinta-feira a o público.

“O Mar” é o tema da nova exposição permanente do centro que, depois de estar encerrado durante um ano e meio para remodelação, reabre com uma nova imagem na data em que se assinala o Dia Mundial dos Oceanos.

Segundo disse à Lusa a directora do CCVA, Margarida Castro, a ideia é transportar os visitantes numa exploração ao fundo do mar, desde a evolução do planeta e oceanos à formação de fenómenos físicos ligados ao mar e espécies que nele habitam.

A exposição – a segunda com carácter permanente no centro e que se suce de a outra denominada “O Sol” -, começa com a demonstração do vídeo “Chegada ao Planeta Azul”, no qual é feito um “zoom” sobre a terra vista do espaço.

O próximo passo é perceber a evolução do planeta, através de vários globos que retratam a terra tal como era desde há 200 mil anos atrás -, quando só existia um grande oceano e um continente -, até à sua formação actual.

Neste módulo ligado à Geologia, os visitantes podem também observar um vulcão em actividade e conhecer a intensidade de um sismo, através de um tapete sísmico concebido não só para fazer demonstrações como também para ensaios de i vestigação.

Daqui passa-se para um módulo em que se tentam recriar fenómenos físicos ligados ao oceano, com destaque para um aparelho que simula a formação de um tornado e outro que tenta dar a conhecer ao público a explicação científica para o fenómeno do Triângulo das Bermudas.

Neste último – uma peça cilíndrica com água e em cuja superfície está um barco -, pode ver-se como a produção de gases no fundo do mar (induzidos por uma alavanca) provoca o seu afundamento, a ser real o mito do Triângulo das Bermudas.

Outra das peças que certamente fará as delícias dos mais curiosos é aquela que demonstra a formação de um vórtice (remoinho) no mar, que encerra a part e da exposição dedicada à natureza do mar e onde também é demonstrado o processo de formação de ondas e marés.

A exploração dos oceanos é outras das vertentes em destaque na exposição, onde se pode ver uma maqueta de uma estação de trabalho subaquática, projecto que está a ser desenvolvido pela Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.

A exposição encerra com uma área ligada à biodiversidade do planeta, onde estão dois aquários: um que pretende recriar as zonas oceânicas tropicais e a s suas espécies e outro dedicado às zonas temperadas, onde predominam as espécies locais e do Atlântico.

Contíguo aos aquários está um laboratório de apoio onde se produzem algas e zooplâncton (conjunto de animais marinhos microscópicos) para alimentar as espécies.

Os visitantes que quiserem sentir de perto a textura de algumas espécie s costeiras e invertebradas podem também fazê-lo no “apalpário”, que já existia na primeira exposição do centro.

Segundo Margarida Castro, a média anual de visitantes do CCVA, inaugura do em 1997, é de 20.000 pessoas, fasquia que aquela responsável pretende elevar com a nova exposição permanente.

Em Julho, o centro receberá do Museu de História Natural do Porto uma exposição temporária dedicada aos insectos e em Setembro estará patente uma mostra de fotografias sobre genética marinha.

O Centro de Ciência Viva do Algarve, situado junto à zona histórica de Faro, está aberto entre as 11:00 e as 18:00 e a partir de 01 de Julho entre as 1 5:00 e as 23:00.

O preço base de entrada no espaço é de 4 euros, sendo gratuito para os menores de cinco anos e havendo descontos de 50 para cento para crianças até doze anos, estudantes e seniores.

Aos grupos escolares, o principal público-alvo do centro, é cobrado 1 euro por criança, sendo a entrada gratuita para os professores.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8060167)

Os comentarios estão fechados.

Artigos relacionados

    Investigar em RSS