IPATIMUP integra rede para estudo de cancro hereditário do estômago Bartender 5 Junho

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O Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) anunciou hoje que vai integrar um consórcio internacional de estudo do cancro hereditário difuso do estômago, identificado em 118 famílias em todo o mundo.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora do IPATIMUP Fátima Carneiro referiu que o consórcio, em que participam investigadores do Canadá, Reino Unido, China, França, Alemanha, EUA, Portugal e Noruega, está a desenvolver estudos funcionais e de diagnóstico para estudar este tipo de doença, que representa um por cento do total da população afectada com cancro em geral.

De acordo com os investigadores, a doença é causada por uma evolução degenerativa das células e ocorre em 40 por cento dos indivíduos das famílias afectadas por esta doença.

O objectivo deste consórcio internacional, explicou Fátima Carneiro, é identificar “todas as alterações genéticas suspeitas de serem causadoras de cancro hereditário difuso do estômago pelo Mundo fora, bem como as mutações possíveis dos genes associados”.

Em Portugal, explicou a investigadora, existem duas famílias identificadas: uma no Porto e outra em Coimbra.

O instituto tem um papel central no consórcio internacional, com uma contribuição nos domínios genético – das alterações que condicionam esta doença – , e morfológico, dos estômagos de indivíduos que têm cancro e dos que têm o defeito genético presente.

Fátima Carneiro sublinhou, por isso, a necessidade de actuar em rede internacional neste tipo de doença, uma vez que podem ser identificados grande parte dos casos existentes, não só dos infectados, mas também dos restantes elementos da família, bem como acompanhar a evolução da doença, numa espécie de “base de dados” de informações sobre este tipo de cancro hereditário.

“É um contributo muito importante já que estamos a falar numa doença cujos contornos é necessário conhecer melhor, saber a velocidade de evolução e a determinação de tempo oportunidade de intervenção”, acrescentou.

Trata-se, de acordo com a investigadora, de casos muito complicados, mesmo a nível psicológico, “porque os indivíduos são confrontados com histórias de familiares próximos, sabem que têm um defeito genético e sabem que a doença pode aparecer numa idade muito jovem, entre os 20 e os 30 anos”.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8053241)

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