Investigadores iniciam estudos sobre ozono no Parque Natural do Alvão Bartender 3 Junho

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Cerca de 30 investigadores de cinco instituições de ensino superior iniciam amanhã uma campanha para estudar o motivo porque o Parque Natural do Alvão, em Vila Real, zona sem fábricas e com pouco trânsito, regista frequentemente níveis elevados de ozono.

O projecto “Poluição atmosférica fotoquímica no Nordeste Transmontano: origem, transporte e poluição” reúne investigadores e estudantes das universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real), Aveiro, Nova (Lisboa), Fernando Pessoa (Porto) e Instituto Politécnico de Bragança.

A coordenadora do projecto, Margarida Correia Marques, referiu que a iniciativa vai dispor de cem mil euros, comparticipados pelo programa da União Europeia Feder e pelo Orçamento de Estado.

O principal objectivo do projecto, que tem uma duração de dois anos, é contribuir para a melhoria do conhecimento dos processos e mecanismos que levam à formação de ozono na região do Nordeste Transmontano, em especial nas áreas classificadas de montanha, como o Parque Natural do Alvão (PNA).

Na Estação de Monitorização de Lamas d´Olo, no parque, verificaram-se em 2005, mais de 300 horas de ultrapassagem do limiar de informação ao público. “Este foi de longe o local monitorizado onde se verificaram maior número de excessos”, afirmou Margarida Correia Marques.

No pico do Verão do ano passado, a Estação de Monitorização de Lamas d´Olo chegou a registar 361 microgramas por metro cúbico de ar.

Quando os níveis de concentração de ozono ultrapassam os 180 microgramas por metro cúbico de ar é obrigatório informar a população e quando a concentração média ultrapassa os 240 microgramas por metro cúbico de ar as autoridades lançam um alerta à população.

Este valor obriga as autoridades a lançar um alerta à população, já que a exposição a este poluente tem efeitos na saúde, podendo provocar tosse, falta de ar ou irritações oculares.

“Pretende-se ainda avaliar se para a região em estudo existe um potencial significativo de redução de risco, da duração ou da gravidade dos excessos dos limiares de alerta aplicáveis ao ozono”.

Francisco Ferreira, da Universidade Nova de Lisboa, referiu que durante este mês será desenvolvida “uma das maiores campanhas de monitorização de qualidade do ar que até agora tiveram lugar na região”.

Margarida Correia Marques disse que os resultados do projecto terão “uma vasta aplicação a nível das políticas públicas, nomeadamente na implementação de medidas, correctas e sustentáveis, para o controlo e diminuição da poluição fotoquímica na região Norte de Portugal”.

FONTE: Agência Lusa

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