Descoberta de fósseis vegetais ajudam aprofundar conhecimento do Faial Bartender 2 Junho

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A recente descoberta de novos fósseis vegetais no Faial vai permitir aprofundar o conhecimento sobre a formação da ilha e a estudar as evoluções climáticas, anunciou hoje o responsável Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores.

Encontrados por mero acaso na zona protegida do morro de Castelo Branco , os fósseis são importantes para a ciência, por serem “testemunhos de vidas passadas”, adiantou Victor Hugo Forjaz à agência Lusa.

O vulcanólogo explicou que os fósseis encontrados são compostos por “restos de plantas endémicas que foram soterradas por cinzas finas e amareladas”, uma descoberta feita por um agricultor quando lavrava em profundidade a sua pasta gem, o que fez vir à superfície a nova jazida. Para o responsável pelo OVGA, que admitiu ter ficado surpreendido com o achado, os fósseis são o resultado de um vulcão secundário da Caldeira do Faial , o principal cone do vulcão da ilha, que afundou há cerca de dez mil anos. Por não terem sido detectadas folhas completas, o OVGA vai solicitar às autoridades a instalação no local um “campus paleontológico” para que sejam rea lizadas mais investigações e recolha de mais fósseis, sem que, para isso, “haja necessidade de destruir a pastagem”.

Victor Hugo Forjaz, que já identificou fósseis vegetais noutras zonas da ilha, considerou que seria positivo recorrer aos jovens inscritos nos programas de ocupação de tempos livres durante o Verão para colaborar com os cientistas no trabalho de campo. O vulcanólogo da Universidade dos Açores precisou que será iniciado um longo período de estudo ao material já encontrado e que vai contribuir para datar as formações vulcânicas que os originaram e calcular os períodos de cadência vulcanológica. O responsável pelo OVGA anunciou, ainda, que pretende publicar, este mês, a primeira carta geo-turística e geo-ambiental do Faial, um documento que procura explicar o processo de formação da ilha.

“Já entregámos a várias entidades um exemplar provisório da carta para ser analisado”, afirmou Victor Hugo Forjaz.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-8043824)

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