Empresas com mulheres investigadoras têm melhores resultados Bartender 15 Maio

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s empresas com mulheres investigadoras têm melhor desempenho económico, de acordo com um relatório sobre mulheres e tecnologia apresentado hoje em Viena, Áustria.

Segundo o grupo Women in Science and Technology (WiST), está provado que “é benéfico para as empresas terem mulheres envolvidas nas suas áreas de investigação”.

A conclusão consta do relatório hoje apresentado numa conferência organizada pela Presidência Austríaca da União Europeia (UE) e pela Comissão Europeia.

O objectivo da conferência e do relatório WiST é tentar analisar e descobrir novas formas para atrair mais investigadoras para o sector da indústria.

Apesar do crescente número de mulheres licenciadas nas áreas científicas, a participação feminina na investigação é bastante diminuta na UE, sendo esta sub-representação muito mais marcada no sector privado (18 por cento) do que no público (35 por cento).

O documento baseia-se num trabalho de pesquisa, realizado durante um ano junto de empresas multinacionais.

De acordo com um relatório do Eurostat, disponibilizado a 08 de Março, a propósito do Dia da Mulher, Portugal é o quarto país da União Europeia que emprega maior percentagem de mulheres cientistas no ramo da investigação.

Este relatório, sobre Ciência e Tecnologia, apresenta dados estatísticos de 2003 sobre a percentagem de investigadores a trabalhar na área de Investigação e Desenvolvimento na UE entre o total de empregados desses países.

O documento destaca que entre os 25, Portugal ocupa o quarto lugar no que respeita à percentagem de mulheres empregadas a desenvolver investigação científica.

O estudo em causa “revela uma percentagem particularmente elevada de mulheres investigadoras nos países Bálticos – 53 por cento na Letónia e 48 por cento na Lituânia” – comparativamente aos homens.

No topo do “ranking” seguem-se a Bulgária, com 47 por cento, Portugal, com 44 por cento, e a Eslováquia, com 41 por cento.

Luxemburgo, Alemanha e França ocupam os últimos lugares com uma baixa representação de mulheres investigadoras: 17 por cento, 19,2 por cento e 27,8 por cento, respectivamente.

Também em Março, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, considerou preocupante a Europa ter poucas mulheres na ciência.

Durante o I Congresso Internacional “Mulheres na Ciência”, promovido pela Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas (AMONET), na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Mariano Gago considerou que se a questão “não se resolver, não se pode esperar um aumento significativo da competitividade na Europa”.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7990731)

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