Gulbenkian atribui 1,5 milhões de euros a projectos de saúde e ambiente 2 Maio
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A Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu 1,5 milhõe s de euros a projectos de investigação relacionados com os temas de saúde e ambiente e vai abrir novo concurso para esta área em Setembro.
Segundo a administradora responsável pela área de saúde e desenvolvimento humano, Isabel Mota, estes são temas que a Fundação considera prioritários e que pretende apoiar através de financiamento de projectos científicos e de um ciclo de debate e reflexão que arranca no dia 10 de Maio e se prolonga até 09 de Junho.
“Começámos por abrir candidaturas direccionadas para a `saúde pública’ e p ara o `cancro e ambiente’ Depois decidimos ser mais abrangentes e criámos um concurso orientado para a `saúde e ambiente’”, explicou Isabel Mota num encontro com jornalistas para apresentar este programa.
No âmbito deste último concurso foram seleccionados quatro projectos de investigação que vão ser desenvolvidos entre 2006 e 2008 e absorveram, no total, 200 mil euros.
Os projectos centram-se em torno da poluição (do ar e da água) e dos efeitos das alterações climáticas para a saúde.
É o caso do projecto do investigador Filipe Duarte Santos que pretende analisar os impactos de fenómenos extremos, como os períodos de temperaturas muito altas, a exposição a níveis elevados de poluição e o impacto indirecto das secas , sobre a saúde dos portugueses.
Uma outra investigação, coordenada por Joaquim Sampaio Cabral, pretende avaliar problemas sazonais e fontes de contaminação na Costa do Estoril, com o objectivo de melhorar a qualidade das águas balneares da zona.
A cientista Ilda Abreu de Noronha apresentou um projecto que visa relacionar a concentração atmosférica de pólens e a concentração de poluentes não biológicos na atmosfera com a entrada no hospital de pessoas com agravamento de doenças respiratória, na Área Metropolitana do Porto.
Um outro projecto, de Paula Tamagnini, propõe melhorar a eficácia dos sistemas usados na remoção de metais pesados em águas poluídas.
Isabel Mota adiantou que a Fundação pretende lançar um “site”, em Setembro , para divulgar informação relevante e os resultados dos estudos “para que sejam acessíveis aos decisores políticos, comunidade científica e público em geral”.
Viriato Soromenho Marques, professor da Universidade de Lisboa e vice-pres idente da rede europeia de conselhos de ambiente, que coordenou o programa “Saúde e Ambiente”, sublinhou a importância de criar “uma rede de conhecimento que estabeleça a ligação entre estes projectos, outros anteriores e outros que estejam a ser desenvolvidos”.
“É um dilema: existe informação abundante, mas muitas vezes não se produzem resultados concretos”, lamentou este especialista em ambiente, acrescentando que “a informação da comunidade cientifíca tem de estar disponível para ajudar a tomar decisões políticas”.
Além de Soromenho Marques, a Fundação Gulbenkian contou com o apoio de Jorge Soares, presidente da Sociedade de Ciências Médicas, e com a parceria da Agência Europeia do Ambiente para o desenvolvimento deste programa.
A primeira conferência, que acontece a 10 de Maio, é subordinada ao tema: Saúde ambiental na perspectiva da saúde pública – o exemplo da poluição do ar.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7953544)


