Fundação Bial financia cadeira de parapsicologia em Edimburgo Bartender 30 Março

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A Fundação Bial vai apoiar financeiramente a cadeira de parapsicologia da Koestler Parapsychology Unitda Universidade de Edimburgo, anunciou hoje Luís Portela na inauguração do simpósio Aquém e Além do Cérebro, no Porto.

O presidente da farmacêutica Bial, que, em conjunto com o Conselho de Reit ores das Universidades Portuguesas, criou a Fundação Bial, adiantou que este apoio durará três anos e foi concedido “excepcionalmente” em honra do fundador daquela cadeira, Robert Morris, considerado um dos “pais” da parapsicologia mundial.
A noite de arranque do simpósio, nesta edição dedicado à memória, foi marcada quase em exclusivo pela homenagem a Morris, colaborador durante anos da Fundação Bial, como recordou Luís Portela. Recordando que conheceu Robert Morris no primeiro simpósio Aquém e Além do Cérebro, em que aquele investigador foi orador, Luís Portela descreveu a colaboração que desde então manteve com a Fundação Bial, “viajando frequentemente de Edimburgo ao Porto para participar em reuniões” e deslocando-se mesmo a algumas universidades portuguesas, como a do Minho ou a Fernando Pessoa.
A morte repentina de Robert Morris, aliada à diminuição dos donativos e bo lsas concedidos à cadeira de parapsicologia da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, levou a Fundação Bial a conceder um apoio financeiro por três anos, de modo a permitir à sua equipa directiva reorganizar o curso e conseguir formas próprias de financiamento. A única condição que a Fundação colocou foi a de que a cadeira passe a chamar-se “Robert Morris Chair in Parapsychology”.
Luís Portela anunciou ainda que arranca segunda-feira o período para candi daturas a uma nova edição de bolsas da Fundação Bial, vocacionadas para projectos de investigação portugueses ou estrangeiros nas áreas da parapsicologia e psicofisiologia.
Com valores entre os cinco e os 50 mil euros, as bolsas, normalmente lançadas de dois em dois anos, já apoiaram, desde que foram criadas, 648 cientistas de 21 países, agrupados em 205 equipas de trabalho.
Até sábado, cerca de 20 cientistas e investigadores de vários países apres entam no auditório da Ordem dos Médicos no Porto as últimas descobertas sobre a memória aos cerca de 300 congressistas inscritos no simpósio. A abordagem do tema foi dividida em três painéis, o primeiro dedicado aos processos básicos e moleculares de criação da memória, a sua ligação a experiênc ias excepcionais e a análise da existência ou não de fenómenos “psi”, ou parapsicológicos.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7865176)

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