Instituto de Inovação Tecnológica do Minho e empresa de resíduos vão produzir biodiesel 21 Março
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O Instituto de Inovação Tecnológica do Minho (IDITE/Minho) está a realizar testes para começar a produzir em 2007 combustível através de óleos alimentares usados. O projecto assenta na cooperação com a empresa de tratamento de resíduos sólidos Braval.
A iniciativa insere-se no megaprojecto Ecoparque Braval, de valorização dos resíduos produzidos na região, e em que, além do IDITE/Minho – que faz a coordenação técnica dos trabalhos – participam a Braval e as empresas municipais de Braga TUB/EM (Transportes urbanos) e Agere (água e saneamento).
Elisabete Barbosa, da Braval, referiu que será “analisada a viabilidade técnico-económica de vários processos de recolha, nomeadamente a possibilidade de recolha porta a porta nos consumidores domésticos”.
Posteriormente, acrescentou, o IDITE/Minho “valida a tecnologia a utilizar para a produção de biodiesel, tendo em consideração as quantidades de óleos alimentares usados que venham a ser recolhidos”.
“Este é um dos pontos mais sensíveis do projecto uma vez que da tecnologia seleccionada depende a qualidade do biodiesel a produzir, bem como o respectivo custo”.
A participação do instituto no projecto passa também pelos testes à utilização do biodiesel produzido em condições reais, nomeadamente ao nível do funcionamento das viaturas.
“Embora experiências europeias demonstrem que a utilização deste combustível não acarreta problemas de maior, em algumas viaturas poderá ser necessário efectuar a troca de um pequeno conjunto de peças de baixo valor”. Neste sentido, o IDITE/Minho, em conjugação com os TUB, definiu um plano de testes que já se encontram em fase de realização.
Posteriormente, o biodiesel será utilizado nas frotas dos TUB, Agere, Braval e dos municípios que constituem este último organismo.
“Será, assim, possível valorizar este tipo de resíduos, evitar os problemas que causam nos sistemas de tratamento dos efluentes domésticos, e criar um combustível menos poluente, que provoca menos desgaste nos motores das viaturas”, referiu.
O projecto prossegue, neste momento, com a fase de candidatura de financiamento no âmbito do PRIME.
A Braval é uma empresa intermunicipal de recolha e tratamento de lixos, detida maioritariamente, pela Câmara de Braga, mas onde participam também as autarquias de Vila Verde, Amares, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Terras de Bouro.
FONTE: Agência Lusa


