Estudo alerta para risco de exploração do oceano profundo 11 Março
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Um estudo científico que analisou dados de pescarias nos últimos 50 anos, elaborado por quatro biólogos marinhos, alerta para o risco ambiental da exploração do oceano profundo.
Os cientistas, liderados pelo investigador do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores Telmo Morato, compilaram dados estatísticos referentes a pescarias em todo o mundo, durante os últimos 50 anos, para avaliarem a evolução das capturas.
A investigação agora publicada permitiu verificar que as frotas pesqueiras pescam cada vez mais fundo, uma tendência que poderá indicar que as plataformas continentais, menos profundas, já estejam a entrar em colapso.
Dados que os investigadores consideram ser preocupantes, porque a maioria das espécies de profundidade, devido às suas características biológicas, são mais vulneráveis que as da superfície, que se reproduzem mais rapidamente.
Além disso, o fundo do mar servia, até agora, como área de refúgio para algumas espécies costeiras de distribuição vertical, que também passam a estar mais desprotegidas.
Se a tendência de aumento da profundidade média das capturas se mantiver, os biólogos concluem que “rapidamente se atingirá o fundos dos oceanos”.
O oceano profundo não pode ser visto como “uma alternativa às depauperadas plataformas continentais”, concluíram os autores da investigação, para quem devem ser criados mecanismos de protecção, a nível mundial, para estas zonas.
Segundo o DOP, a exploração pesqueira nos Açores não é tão intensiva como noutros locais, onde existe, por exemplo, a pesca de arrasto.
Como a pesca nas ilhas se faz de uma forma mais selectiva, os recursos piscatórios existentes dos mares dos Açores ainda não estão, globalmente, sobre-explorados, adiantou o DOP.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7808552)


