Açores: Laboratório de investigação com novas instalações de 750 mil euros 9 Fevereiro

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O Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnológico (Lamtec) da Universidade dos Açores vai dispor de novas instalações na próxima semana, um investimento de 750 mil euros que inclui dois espaços para investigação, anunciou hoje o seu responsável.

O investigador da Universidade dos Açores Mário Alves, que falava após uma visita do deputado europeu Duarte Freitas às instalações, adiantou que na nova infra-estrutura vai ser possível “ministrar, não só a parte teórica, mas toda a formação prática, que é fundamental para os futuros investigadores”.

Além das valências dedicadas à investigação e formação, o laboratório dispõe de capacidade para demonstrações públicas, em particular a jovens estudantes, sobre a utilização da energia a hidrogénio e a produção de biocombustíveis e biogás, disse Mário Alves.

Localizadas na Praia da Vitória, as novas instalações do Lamtec foram financiadas, até ao final de 2005, por fundos da autarquia da ilha Terceira e de programas europeus.

Ao nível do trabalho desenvolvido pelo Lamtec, o investigador assegurou que as experiências já realizadas nas áreas do hidrogénio e dos biocombustíveis decorreram com sucesso em viaturas a gasóleo.

Segundo disse, existe já a capacidade para recolher e reciclar os óleos alimentares, com os quais é possível produzir 150 litros diários de um novo biodiesel, mas o laboratório tem capacidade para expandir a produção a mais de mil litros por dia.

Esta valência da investigação voltada para a produção tem, no entender do investigador, a vantagem de resolver um problema ambiental com ganhos económicos, já que deixa de ser necessário exportar os óleos usados, ao mesmo tempo que se produz um novo combustível.

De acordo com Mário Alves, são necessários investimentos, de preferência privados, que não deverão exceder o milhão de euros, num negócio que terá retorno futuro.

O laboratório, que conta com o trabalho de 14 investigadores, vai avançar também com a área de produção de biogás, enquanto que a produção de hidrogénio em grande escala depende do investimento de empresas privadas, um projecto que deverá avançar ainda este ano.

Após a visita, o deputado europeu social-democrata Duarte Freitas considerou ser, neste momento, “a altura da Europa arrancar para a garantia da suficiência energética assente nas energias alternativas”.

Duarte Freitas sublinhou, ainda, que a região “tem capacidade, através do hidrogénio, de ser auto-suficiente e até de exportar”, o que significa que têm de ser dados passos “firmes e seguros”, no sentido de as ilhas se libertarem de dependências externas.

O eurodeputado afirmou que estão em discussão no Parlamento Europeu as propostas para o VII Programa Quadro na área da investigação, razão pela qual importa “saber de que forma o Lamtec pode contribuir para ajudar a Europa a ser líder na investigação, desenvolvimento, conhecimento e competitividade”.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7721997)

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