Professores vão receber formação para ensinar crianças a ‘fazer’ ciência 8 Fevereiro
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A escola americana e a Fundação Calouste Gulbenkian começam hoje a formar professores e cientistas num “novo método experimental” para ensinar as crianças a aprender ciências através da prática, anunciou hoje a Fundação.
De acordo com Mafalda Leónidas, do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, trata-se de um projecto conjunto da Gulbenkian e da Carlucci American International School of Lisboa (CAISL), em colaboração com a Direcção Regional de Educação de Lisboa, que visa desenvolver o conceito de aprendizagem experimental em ciências.
O objectivo desta iniciativa é, “através de acções de formação, conseguir formar com esta metodologia um número suficiente de professores, que possam depois multiplicar esta aprendizagem no país”.
O método é essencialmente prático e quase sem livros, estando já a ser aplicado em escolas portuguesas do 1º e 2º ciclos, e pretende estimular o entusiasmo e a curiosidade das crianças nesta área de ensino.
Como explica a responsável, “vamos ensinar ciência às crianças, pondo-as a fazer elas próprias a ciência e a aprender através disso os conceitos teóricos”, explicou.
“Este método permite também fazer ver aos professores que não é preciso gastar recursos financeiros e que com qualquer material de supermercado ou reciclado é possível fazer ensino experimental em ciências”, acrescentou.
Mafalda Leónidas adiantou ainda que a iniciativa teve uma “adesão muito grande”, estando prevista para esta primeira acção de formação a participação de 80 profissionais, entre professores e cientistas.
Este primeiro “workshop” será conduzido por Ken Mechling, professor emérito na Universidade de Clarion, na Pensilvânia, e residente da School Science Services Pennsylvania.
A própria acção de formação será feita “com esta nova metodologia e não através de abordagem teórica”, disse, acrescentando que “Ken Mechling vai ensinando e acompanhando o desenvolvimento do trabalho”.
Após o “workshop” decorrerão ainda acções de formação nas escolas já envolvidas no projecto e, posteriormente, noutras escolas do país, disse.
O objectivo é formar 50 professores, que “depois serão formadores de outros professores, embora sempre com o acompanhamento de uma tutoria”.
Segundo o CAISL, o programa é orientado por duas professoras daquela escola e por dois educadores dos Estados Unidos, tendo já sido aplicado em algumas escolas públicas sugeridas pela DREL como potenciais parceiros na educação activa de ciências.
Estes quatro educadores dão as aulas, reúnem-se com os professores e prestam aos alunos apoio contínuo, mas cumprindo sempre o programa do Ministério da Educação.
Ainda de acordo com a escola americana, trata-se de uma iniciativa científica baseada numa aprendizagem experimental em ciências, na qual os alunos não se limitam a ler e os professores a falar sobre ciências, debruçando-se essencialmente no “fazer ciências”.
Este tipo de aprendizagem, que está “bem estruturada e é intelectualmente rigorosa”, ensina aos alunos como descobrir os conceitos e respostas às ideias e teorias científicas, desenvolve processos científicos e diversas competências como prever, desenhar e medir.
As escolas que já estão a participar neste programa são a EB1 do Linhó, a EB1 2/3 S. João da Galiza, a EB2/3 Vieira da Silva, em Carnaxide, e a EB2/3 Mestre Domingos Saraiva, de Algueirão.
A primeira acção de formação decorre hoje no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, a partir das 15:00.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7713998)


