Mariano Gago visita Madrid para analisar pólo investigação 8 Fevereiro

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O ministro da Ciência, Mariano Gago, desloca-se esta quarta-feira a Madrid para analisar, com a sua homóloga espanhola, a criação do Instituto Ibérico de Investigação e Desenvolvimento, que funcionará na Universidade do Minho, disse hoje fonte diplomática.

A criação do pólo conjunto foi um dos acordos firmados na última cimeira luso-espanhola, que decorreu em Novembro em Évora, pretendendo criar um projecto conjunto de um centro tecnológico no norte do país.

Na reunião de quarta-feira os ministros Mariano Gago e Maria José San Segundo, essencialmente técnica, analisarão vários aspectos relacionados com o projecto, incluindo estrutura, financiamento e calendário de implementação, no quadro de execução da iniciativa que previa a sua entrada em funcionamento em 2007, acrescentou a fonte diplomática à agência Lusa.

O projecto deverá contar com um investimento público (português e espanhol) anual que rondará os 30 milhões de euros.

Considerada uma das decisões emblemáticas da cimeira, o projecto pretende fomentar a criação de um centro tecnológico com investigadores dos dois países e que possa avançar com projectos de investigação e desenvolvimento.

Esta será a primeira reunião da comissão responsabilizada com a tarefa de executar o projecto.

Mariano Gago chefia uma delegação que inclui ainda Luís Magalhães, da Agência Nacional para a Sociedade do Conhecimento, Jorge Sentieiro, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Virgínia Correia, directora do gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior, e Carla Santos, adjunta do ministro para as relações internacionais.

Aquando da cimeira, os chefes do governo dos dois países, José Sócrates, e de Espanha, José Luís Zapatero, consideraram a ciência a “nova estrela” da cooperação.

Mariano Gago disse na altura que o instituto a ser criado na Universidade do Minho (Braga) será presidido pelo espanhol José Ribas, docente na Universidade de Santiago de Compostela, acolhendo cerca de 200 investigadores portugueses e espanhóis, mas também aberto especialistas de outros países.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7714297)

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