Protecção lagostim é objectivo de campanha com 1/a fase terminada 7 Fevereiro

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A protecção do lagostim através da obtenção em alto mar de dados biológicos da espécie é o objectivo de uma campanha promovida pelo Ministério da Agricultura e cuja primeira fase terminou hoje de madrugada ao largo do Algarve. Durante uma semana, uma equipa de quinze investigadores do Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas (INIAP) e estudantes das universidades do Aveiro e Algarve navegaram pela costa algarvia a bordo do navio “Noruega” para recolher dados sobre o crustáceo.

O projecto “Lobassess”, que prevê a realização de uma outra campanha durante o próximo ano, visa numa primeira fase recolher amostras de larvas de lagostim na costa algarvia, de forma a estudar a sua distribuição.


Numa segunda fase, os investigadores estimarão as taxas de fluxo de larvas nos diferentes “stocks” e as possíveis trocas entre áreas vizinhas, tudo no âmbito de um plano de recuperação da espécie. O lagostim é uma espécie de elevado interesse comercial, capturada essencialmente no Algarve e cuja quota de apanha para 2006 foi reduzida em dez por cento, numa tentativa de recuperação dos “stocks”. Além da redução na captura, a proposta inicialmente apresentada pela Comissão Europeia para o sector das Pescas previa a criação de seis zonas de defesa (“boxes”), duas delas ao largo da costa portuguesa, em Sines e no Algarve. A proposta, largamente contestada pelos profissionais do sector, iria resultar na proibição permanente da pesca de lagostim nessas zonas, o que afectaria também outro tipo de pesca.


Entretanto, em Outubro passado, os ministros das Pescas dos 25 acordavam em Luxemburgo um acordo para a protecção da espécie que limitava a proibição de pesca de lagostim apenas ao bloco de Sines. O acordo, em vigor desde Janeiro, interdita a captura do crustáceo ao largo de Sines durante um período de quatro meses (de 01 de Maio a 31 de Agosto). O plano está projectado para um período de dez anos, sendo levantado quando existirem sinais científicos a apontar para a efectiva recuperação do “stock” de lagostim.


O projecto “Lobassess” é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e conta com a colaboração do INIAP, que contribuiu com um dos principais navios de investigação oceanográfica portugueses. O “Noruega”, oferecido por aquele país nórdico a Portugal, foi construído em 1978, tem 47,5 metros de comprimento e dedica-se sobretudo à realização de campanhas de bioceanografia e pescas.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7713960)

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