INESC/Porto cria sistema para medir saúde do ambiente aquático 13 Janeiro
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Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC) do Porto começou a desenvolver este mês uma nova tecnologia para medir a “saúde” de ambientes subaquáticos, que substitui os tradicionais sensores eléctricos por fibras ópticas.
Irineu Dias, um dos investigadores envolvidos no projecto, disse hoje à agência Lusa que o equipamento terá “grandes vantagens” face aos sistemas de medição tradicionais.
“A maior [vantagem] é que possibilita uma monitorização contínua e remota, que pode conhecer-se em qualquer sítio, num computador ligado à Internet”, frisou, referindo que as medições actuais obrigam à deslocação de equipas aos locais e são feitas pontualmente.
Segundo Irineu Dias, o oxigénio em ambiente subaquático é um importante parâmetro ecológico e um indicador crucial do estado dos ambientais fluviais, lagunares, marinhos e costeiros.
A contaminação destes ecossistemas com excesso de nutrientes – essencialmente nitratos e fosfatos – é responsável pelo sobredesenvolvimento de algumas espécies de algas, o que diminui o nível de oxigénio disponível.
Em última análise, estas ocorrências têm consequências prejudicais para o ambiente, levando muitas vezes à morte das espécies, disse o investigador.
Com o sistema em desenvolvimento no INESC/Porto, a “saúde” do ambiente subaquática é medida com base na análise da fluorescência (análise comparativa de cores) ou por campo evanescente (área de incidência da luz, dentro e fora da fibra óptica).
Irineu Dias disse que está prevista a criação de um protótipo laboratorial para demonstrar a viabilidade do conceito para aplicações reais e a sua vantagem face à tecnologia convencional por sensores eléctricos, o que deverá acontecer a partir de Junho.
No desenvolvimento deste projecto, o INESC/Porto conta com a colaboração do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQC), de Lisboa, que se ocupa de aspectos bioquímicos do sistema.
O INESC/Porto é um laboratório associado sem fins lucrativos detido a 60 por cento pela Universidade do Porto, através da Faculdade de Engenharia, e que tem também capital do INESC/Lisboa.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7638664)


