Plantas, rochas, moléculas e computadores no Dia da Cultura Científica 24 Novembro

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Actividades relacionadas com botânica, moléculas, informática ou geologia são algumas das várias iniciativas que assinalam hoje em todo o país o Dia Nacional da Cultura Científica, embora quase todas no âmbito da semana da ciência.

A Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica Ciência Viva, um organismo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, promove esta semana (semana da ciência) uma série de iniciativas, entre as quais se incluem algumas que se realizam apenas hoje (Dia Nacional da Cultura Científica).

De acordo com informação da agência, uma dessas iniciativas, a decorrer no Instituto Superior de Agronomia, denomina-se “Onde e como vivem os genes?” e pretende levar os visitantes a observar ao microscópio os locais de “residência” dos genes no núcleo das células e os diferentes tipos de organização que apresentam.

“Distinguir organismos da mesma espécie por métodos moleculares” é outra das acções promovidas pela Ciência Viva, que utiliza a biologia molecular para testes de parentesco e identificação de indivíduos.

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras será palco da “Linux Install party”, uma festa que permitirá, a quem levar um computador, a instalação assistida do Linux, um sistema operativo gratuito, e em expansão entre os utilizadores de PCs, além da troca de experiências e consulta de documentação sobre este sistema.

Ainda segundo o site da Ciência Viva, no mesmo estabelecimento de ensino serão também feitas demonstrações de software que poderá ser adquirido gratuitamente.

O Centro de Ciência Viva de Estremoz realiza actividades práticas experimentais simples, na área da Geologia e da Física, em que cada participante é convidado a executar um conjunto de experiências variadas que ajudam a perceber o mundo que nos rodeia.

O mesmo centro promove uma oficina denominada “Pedras, minerais, rochas: serão todos iguais?”, em que a partir de amostras de mão, observação a olho nu, à lupa e ao microscópio, os participantes podem compreender e identificar às escalas macroscópica e microscópica as rochas e seus minerais.

“Um pedacinho de fantasia +A dança dos polígonos+” é uma das actividades que a Universidade de Aveiro tem para apresentar hoje e que se desdobra em dois momentos.

No primeiro, os participantes assistem a um “bailado” cujos protagonistas são figuras geométricas – triângulos e quadriláteros – criando-se um ambiente imaginativo susceptível de proporcionar a visualização e o estudo da forma, numa perspectiva de ensino básico.

No segundo, realizam actividades como dobragem e cortes que lhes permitam aprender a conhecer e a praticar a observação directa, deixando-se impressionar por efeitos inesperados.

Especificamente dedicado a este dia a Escola Superior do Instituto Politécnico de Leiria promove durante a parte da tarde um colóquio sobre “Promoção da Cultura científica. Perspectivas e testemunhos”, com a participação do professor de matemática e investigador Nuno Crato e da engenheira aeroespacial Sara Sá.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a origem da Semana da Ciência e da Tecnologia situa-se em 1996, data em que se decidiu promover um conjunto de iniciativas para homenagear Rómulo de Carvalho, professor, historiador da ciência e poeta, sob o heterónimo António Gedeão, na data do seu aniversário (24 de Novembro).

Rómulo de Carvalho veio a falecer em 1997, ano em que o antigo Ministério da Ciência decidiu instituir o Dia Nacional da Cultura Científica, precisamente a 24 de Novembro.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7515813)

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