Alterações climáticas: Portugal adere a projecto investigação científica europeu 4 Novembro

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Portugal aderiu a um projecto científico que pretende conhecer melhor o impacto das alterações climáticas e articular os programas nacionais de investigação de 16 países europeus sobre o tema, disse hoje o responsável pelo grupo português.

Filipe Duarte Santos, coordenador do Grupo SIAM (Scenarios, Impacts and Adaptation Measures), que se tem dedicado a aprofundar os cenários e efeitos das alterações climáticas em Portugal, adiantou à agência Lusa que o projecto conta com um financiamento de três milhões de euros e envolve 27 instituições.

O lançamento do projecto CIRCLE vai decorrer em Lisboa, nos dias 7 e 8 de Novembro, “um sinal claro de reconhecimento de que o Sul da Europa é provavelmente a região europeia onde os efeitos adversos das alterações climáticas serão mais pronunciados”, considerou.

De acordo com os cenários climáticos futuros, secas como a de 2004/2005 em Portugal e Espanha serão mais frequentes nas próximas décadas, indica o SIAM num comunicado.

No caso de Portugal, o SIAM procurou identificar e avaliar os impactos das alterações climáticas em vários sectores sócio-económicos e sistemas biofísicos e deverá divulgar o seu segundo relatório até Janeiro.

As instituições portuguesas poderão beneficiar da rede CIRCLE mediante a possibilidade de estabelecer novos contactos e intercâmbio ao nível dos programas nacionais, bem como de cooperação com as instituições de investigação dos outros países europeus.

Em Portugal, a instituição participante é a Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Entre 2005 e 2009, o CIRCLE vai identificar as áreas mais promissoras para as actividades de investigação transnacionais com o objectivo de lançar programas para projectos de investigação.

Os projectos terão de ser submetidos a candidaturas, sendo também necessário elaborar orçamentos e procedimentos de avaliação comuns.

Os investigadores preconizam dois tipos de resposta ao problema das alterações climáticas: a redução dos gases com efeito de estufa e a adaptação, ou seja, adopção de medidas que minimizem os efeitos adversos das alterações climáticas.

“Há alguns impactos que são já inevitáveis no século XXI”, frisa o SIAM.

Por isso, defende, “a adaptação na Europa terá que se basear num corpo coerente de conhecimentos obtidos por meio da investigação científica sobre os cenários do clima futuro e os impactos das alterações climáticas nos sistemas naturais e sociais”.

FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7462715)

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