Bioinformática: Iniciado em Portugal programa de doutoramento pioneiro 19 Outubro

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O Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, iniciou neste novo ano lectivo um programa pioneiro de doutoramento em Biologia Computacional, uma área considerada fundamental para o progresso das Ciências da Vida e da Biomedicina. Este programa piloto, que será apresentado na quarta-feira à imprensa, resulta de uma parceria entre a Fundação Calouste Gulbenkian, a Siemens Portugal e o Ministério da Ciência e do Ensino superior, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Entre outras questões, a Biologia Computacional permite aprofundar as causas do envelhecimento dos seres vivos ou do desenvolvimento do cancro. Trata-se de uma abordagem integrada de métodos computacionais, matemáticos e estatísticos, e de conceitos biológicos, bioquímicos e fármaco-clínicos, que visa a manipulação e análise da informação biológica.


O principal objectivo do programa piloto é, segundo fonte do Instituto Gulbenkian de Ciência, “formar e treinar líderes em Biologia Computacional capazes de prosseguir investigação internacionalmente competitiva” nesta área emergente do conhecimento científico e tecnológico. Além disso, pretende “criar condições parara o desenvolvimento de aplicações tecnológicas decorrentes da investigação realizada”, segundo fonte do Instituto Gulbenkian de Ciência.


O programa de doutoramento de quatro anos agora iniciado é experimental e tem por meta preparar doze doutorandos por ano, durante esse período, contado a partir do início das actividades de formação, segundo o protocolo de acordo estabelecido pelas três entidades promotoras. São duas as fases do programa: uma de onze meses de ensino teórico e prático intensivo ministrado no Campus de Oeiras, com a participação de docentes de instituições nacionais e estrangeiras, e outra, com a duração máxima de três anos, cuja admissão é condicionada à aprovação na anterior. Esta segunda fase é preenchida pelo trabalho pessoal de preparação de tese de doutoramento, a efectuar pelos candidatos nos centros nacionais ou estrangeiros que colaboram no programa.


A investigação e o desenvolvimento em Biologia Computacional registaram um progresso muito rápido nos últimos anos, nomeadamente após a sequenciação de múltiplos genomas (humano, de vários animais e plantas de interesse económico ou experimental, bem como de numerosos microrganismos), abrindo perspectivas importantes para o conhecimento e a inovação.


O programa será apresentado na quarta-feira no Campus de Oeiras do Instituto Gulbenkian de Ciência pelos seus responsáveis Jorge Carneiro e Marie-France Sagot, e pelo director daquele Instituto, António Coutinho.


FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7413821)

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