Ciência: Ministro sublinha convergência entre países mais e menos desenvolvidos 15 Outubro
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Existe cada vez uma maior convergência nas preocupações em torno da ciência entre países desenvolvidos e menos desenvolvidos, como os recursos humanos, afirmou hoje em Paris o ministro da Ciência, José Mariano Gago.
Esta foi a análise feita pelo ministro de uma mesa-redonda ministerial sobre “As ciências básicas: a alavanca científica ao serviço do desenvolvimento”, que hoje terminou na sede da Unesco, em Paris, onde decorre até 21 de Outubro a 33/a conferência-geral da organização.
“Há uma convergência que começa a notar-se entre países mais desenvolvidos e países menos desenvolvidos em torno de adversidades comuns”, declarou aos jornalistas, no final do debate.
Uma das necessidades partilhadas é a da “utilização de competência científica para processos de decisão” política, que é usada com maior frequência pelos países desenvolividos por terem mais capacidades de recorrrer a estes conhecimentos, frisou.
Na sua opinião, a Unesco, como outras organizações internacionais, podem “fazer com que a competência científica possa ser seguida pelo mundo inteiro” e beneficie igualmente os países menos desenvolvidos.
Os recursos humanos na ciência e tecnologia são outro problema comum, embora num grau diferente, acrescentou o ministro português.
Se nos países menos desenvolvidos a questão é a “fuga de cérebros”, nos países desenvolvidos o problema está na redução do número de jovens a escolherem carreiras científicas técnicas, explicou.
Esta nova realidade faz com que os países menos ricos passem a interessar-se pelas ciências básicas, “que era tradicionalmente uma problemática dos países mais desenvolvidos e ricos”, recordou.
“O simples facto de esta reunião ter sido organizada mostra que começa a haver uma consciência nos países menos desenvolvidos de que não podem dispensar a formação em ciências básicas para poderem ter ciências aplicadas e desenvolvimento”, notou.
Outra conclusão é de que “a política científica deve ser discutida à escala internacional, não é um assunto meramente nacional” e que a Unesco fomenta não só a troca de experiências como pode ajudar a “criar capacidades de política científica nos países menos desenvolvidos”.
No final da mesa-redonda, que decorreu entre quinta e sexta- feira, foi adoptado uma declaração onde é, nomeadamente, defendido a importância das ciências básicas no avanço da civilização, a educação científica, o desenvolvimento de infra-estruturas e a cooperação neste domínio.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7405468)


