Portal EurOcean vai ser apresentado hoje em Lisboa 13 Outubro

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Informação que não existe em mais lado nenhum pode ser encontrada no EurOcean, um centro europeu dedicado às ciências e tecnologias do mar, criado há quatro anos. Com um pequeno secretariado em Lisboa, partiu da iniciativa de Portugal e de França.

O site do EurOcean (http://www.eurocean.org/) é a face visível deste centro, que colige informação dispersa e a disponibiliza, de forma gratuita. Hoje, é apresentado no TOPS 2005 – Cimeira para as Políticas dos Oceanos, a decorrer até sexta-feira na FIL, em Lisboa, organizada todos os anos pelo Fórum Global para os Oceanos, Costas e Ilhas (EUA).

“Há visitantes que vêm ao site porque têm dificuldade em encontrar informação no seu próprio país”, diz o francês Laurent d”Ozouville, director do EurOcean, que o apresentará hoje como o exemplo europeu de mecanismos para fomentar as políticas nacionais e regionais para os oceanos. “Não queremos duplicar o que já existe. Mas queremos ter a certeza de que está actualizada e é válida.”

Exemplo de informação única, que antes estava dispersa, é o inventário de todos os navios de investigação da Europa e de todos os robôs operados remotamente, algo nunca feito. Outro exemplo é a lista de todos os projectos financiados pela Comissão Europeia (CE), porque essa informação andava espalhada entre as direcções-gerais de Investigação, Pescas e Transportes. “A CE ficou muito contente por ver finalmente a lista dos diferentes projectos que apoia”, conta d”Ozouville, geólogo marinho do Instituto Francês para a Investigação e Exploração do Mar (Ifremer).

“A nossa informação é de graça”, sublinha Telmo Carvalho, da equipa do EurOcean, composta por cinco pessoas, incluindo o oceanógrafo Mário Ruivo, presidente conselho executivo. O EurOcean destina-se a todos, desde investigadores e estudantes até decisores políticos ou a quem queira saber um pouco mais sobre as ciências do mar. O site recebe em média 200 visitas diárias.

Desde a criação do EurOcean, aderiram a Bélgica, Irlanda, Noruega e Polónia e a Roménia está para entrar. Ser membro significa pagar dez mil euros por ano, em dinheiro ou horas de trabalho, e tomar conta de parte do trabalho, mas também ter acesso privilegiado a informação e contribuir para harmonizar a recolha de dados.

Os membros podem pedir a colaboração de várias instituições, que validam dados ou os disponibilizam. Por isso, se o acesso ao site, disponível desde 2003, é gratuito, também o EurOcean não paga pela informação. “Somos um polvo, com a cabeça em Lisboa, mas os membros fazem o trabalho todo”, diz Telmo Carvalho.

FONTE: Público

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