Eurodeputados de direita opõem-se a fundos para investigação em embriões 21 Setembro
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Mais de 70 eurodeputados da direita parlamentar subscreveram uma carta aberta dirigida ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a reafirmar a sua oposição à possibilidade de a União Europeia financiar investigação em embriões e células embrionárias. Esta carta aberta, uma iniciativa do grupo PPE/DE – Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) e dos Democratas Europeus -, a maior família política do Parlamento Europeu, é dirigida a José Manuel Durão Barroso na véspera de a Comissão adoptar as suas propostas para os programas abrangidos pelo 7º Programa Quadro de Investigação.
Entre as investigações contempladas, os eurodeputados em questão não querem ver incluída a “eticamente controversa” investigação a células embrionárias, e falam mesmo na hipótese de um “grave conflito interinstitucional” se a Comissão não der prioridade a “valores europeus tais como a dignidade humana” e seguir uma “agenda diferente”.
No essencial, os subscritores da carta – entre os quais o deputado português e líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro – fazem questão de recordar à Comissão que o Parlamento Europeu adoptou em Março passado uma resolução sobre o comércio de células embrionárias, na qual defendia que a investigação em embriões e a células estaminais embrionárias não deveria ser financiada pela União Europeia.
Sustentando que os fundos da União Europeia se devem concentrar em alternativas tais como a investigação com recurso a células estaminais somáticas ou do cordão umbilical, aceites em todos os Estados-membros, a resolução vincava que as investigações embrionárias deveriam ser financiadas pelos orçamentos nacionais dos países nos quais são legalmente permitidas.
Na missiva agora dirigida ao presidente do executivo comunitário, os eurodeputados consideram “absolutamente inaceitável” que uma investigação “tão eticamente controversa” como a investigação a células embrionárias, e “ilegal na maioria dos Estados-membros”, seja financiada pelos contribuintes da União Europeia.
Assim, e porque os subscritores da carta aberta consideram que “não é absolutamente claro que a Comissão Europeia partilhe este ponto de vista”, a missiva insta o executivo comunitário a “respeitar a voz do Parlamento Europeu”, de modo a evitar “um grave conflito interinstitucional”.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7334727)


